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Casas foram invadidas e incendiadas na Comunidade Tradicional em São Benedito do Rio Preto

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Comunidade Tradicional em São Benedito do Rio Preto sofre atentado

Mais um caso de violência no campo foi registrado no Maranhão. Dessa vez foi na Comunidade Tradicional Baixão dos Rocha, em São Benedito do Rio Preto. Famílias tiveram suas casas destruídas e incendiadas, na madrugada de domingo (19). Mais de 50 organizações assinam manifesto de indignação ao atentado sofrido pela comunidade

Na ocasião, jagunços de posse de armas de fogo, teriam chegado ao local em um grupo de aproximadamente 15 pessoas, em uma van e dois tratores, que acabaram atolando na lama. Segundo relato dos moradores da comunidade, as casas foram invadidas e incendiadas, idosos, crianças e familiares foram expulsos e saíram sob ameaças. A comunidade teve os pneus das motos furadas. Cachorros, galinhas e outros animais foram mortos. Os alimentos em estoque, da comunidade, foram saqueados. Idosos e crianças teriam sido mantidos de reféns, sofrendo violência física e psicológica.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cepast-CNBB) e mais de 50 organizações assinam Nota de Indignação sobre o atentado sofrido pela comunidade Baixão dos Rochas, no município de São Benedito do Rio Preto, no estado do Maranhão (MA).

A nota exige que os órgãos de justiça do Estado apurem as investigações e atribuam resoluções das violações que as comunidades tradicionais vivenciam com frequência no estado do Maranhão e, que possam garantir a segurança dos territórios e de todas as famílias que sofrem a violência no campo.

A nota ressalta, “A conjuntura nacional de violência no campo é historicamente marcada pela grilagem de terras, desigualdade, injustiça e impunidade. Este ato terrorista não é uma ação isolada na região do Baixo Parnaíba, mas é uma prática violenta presente em todo o país e particularmente impune no Maranhão, agredindo de modo sistemático os povos originários e as comunidades tradicionais”.

As 57 famílias moram na comunidade há mais de 80 anos e vivem da agricultura familiar e do extrativismo. Os conflitos começaram em 2021, quando duas empresas ligadas ao agronegócio iniciaram o plantio de soja na região.

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