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Governo Brandão a pior avaliação dos últimos 10 anos

A recente pesquisa do instituto Atlas Intel que avaliou o desempenho de todos os governadores brasileiros mostrou dados que apontam a realidade do governo Carlos Brandão.

Mal avaliado em todos os níveis sociais e principalmente nas pessoas que possuem escolaridade a partir do ensino médio, o governo Brandão é o quarto pior do Brasil com apenas 39% de aprovação.

Para além da Comunicação

Com base nos critérios de levantamento podemos observar que apesar do governo tentar vender  para fora a imagem de um estado próspero apostando em propagandas falaciosas presas a modelos arcaicos de comunicação. Tomando como exemplo o carnaval onde o torraram milhões em atrações anunciando o maior e melhor carnaval do Brasil, porém os dados reais do Ministério do Turismo desmentiu a farsa midiática mostrando que o  Maranhão sequer figurou entre os 10 maiores carnavais do Brasil.

Mas existe um outro fator que vem minando a república de Colinas, a reação silenciosa do povo maranhense ao modelo feudal de administração, onde em todas as esferas do poder existe um membro da família em posições cruciais para a manutenção do poder em um círculo familiar fechado.

Para isso o governo vem usando a força e a intimidação para quebrar lanças a qualquer custo com o objetivo de garantir posições de destaques que são de interesse do clã enquanto o povo fica fora do camarote.

E é justamente essa reação silenciosa que pode colocar em risco o projeto de poder vislumbrado pela família Brandão, até porque já não estamos mais no tempo em que as pessoas se deixam levar pelos vídeos bem editados de 1 minuto em horário nobre, afinal os números já mostram a ineficácia desse tipo de modelo de comunicação.

Tinta forte: decisão de Dino adia escolha do TCE

A decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, adiando o processo de escolha  para o novo membro do TCE no Maranhão acendeu o sinal de alerta no Clã Brandão e seus aliados

Embora parte da classe política tenha comemorado e alardeado a saída de Flávio Dino dos palanques chegando até a  especular a divisão do seu espólio, a canetada de ontem que sequer despertou o interesse da mídia nacional, mas que aqui no Maranhão caiu como uma bomba de efeito moral  nas hostes governistas.

O pedido de prazo de 30 dias para Assembleia Legislativa se explicar mais 15 dias para Advocacia Geral da União e ainda 15 dias para a Procuradoria Geral da República vai empurrar a decisão para o segundo semestre. Ao que tudo indica, o Ministro vai esperar o desenrolar das eleições municipais para observar o cumprimento dos acordos firmados que não estão sendo cumpridos na sua totalidade.

Sinal de alerta ligado também para Iracema Vale, nome representativo do governo Brandão na Assembleia, mas que  o STF já andou suspendendo eleições antecipadas em outros estados.

 

 

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A indicação para o TCE é imoral, é ilegal ou engorda ?

O deputado Carlos Lula do PSB subiu a tribuna da Assembleia Legislativa para colocar seu nome para a vaga de conselheiro do TCE e mais do que isso, apontou três irregularidades regimentais que tinham por objetivo dificultar a entrada de outros nomes na disputa.

A primeiro ponto apresentado por Lula aponta um erro crasso da falta de conhecimento básico do atual regimento da casa onde está claro que qualquer cidadão pode se candidatar a uma vaga no TCE.  O deputado fez questão de lembrar a presidência da casa que a manobra que exige o mínimo de 14 assinaturas de membros do colegiado é ilegal e inconstitucional por ser norma impeditiva presente no regimento de 1990 que já foi totalmente revogado.

Outro erro apresentado foi o limite de idade entre 35 e 65 anos, quando o correto é ter entre 35 e 70 anos.

O último erro regimental mostrado por Lula que pode parecer simples, mas que na verdade tem caráter intimidatório. A votação não pode ser aberta como proposto. Os deputados precisam ter seu voto preservado em sigilo para garantir que a escolha não sofra pressão nem do executivo e nem da presidência da casa.

No campo político, o discurso de Carlos Lula acendeu a luz de alerta nas hostes governistas, afinal o ato de confrontar um nome ungido pelo governador pode ser considerado como o marco zero do nascimento da oposição no Estado, Um claro sinal de que o nome de Flávio Costa foi empurrado goela abaixo tirando uma prerrogativa que o parlamento teria de indicar bons quadros presentes na casa.

Depois da aula regimental de Carlos Lula, a presidenta Iracema Vale disparou um release através da imprensa aliada onde tentou esclarecer os erros na condução que impõe o nome de Flavio Costa para o TCE. A deputada se limitou a dizer que vai consultar a assessoria jurídica e que deve seguir a constituição estadual. Mas fez questão de reiterar que apoiará Flávio Costa para defender a unidade do grupo político do governador num claro movimento que atesta a interferência direta do executivo no processo de escolha.

Podemos dizer que Carlos Lula venceu a primeira batalha, porém tudo leva a crer a que a maioria da casa deve votar com o governo sem nem levar em consideração que o preferido da família Brandão sequer preencher os requisitos necessários para o cargo,

E assim diria o rei Roberto Carlos.

Paro pra pensar, mas eu não posso mudarQue culpa tenho eu? Me diga, amigo meuSerá que tudo que eu gosto e ilegal, é imoral. Ou engorda?

 

 

 

 

 

 

 

Flávio Costa e Macaxeira valem “enquanto” pesam

A julgar pelo tamanho do embaraço que o Advogado Flávio Costa vem causando ao governo em busca de uma sinecura vitalícia pode-se imaginar que o preço da fatura é muito alta.

Depois de ter seu nome rejeitado pelo Tribunal de Justiça, Flávio Costa e a família Brandão mudaram a rota para o TCE, uma espécie de Port Royal da Jamaica brasileira onde já havia atracado Daniel Brandão sem muita resistência.

Mas num porto concorrido como o TCE, para um navio atracar outro necessariamente tem que sair e já que o custo de uma saída antecipada é grande, a barganha precisa fazer valer muito a pena.

A solução encontrada foi tirar do estaleiro o conselheiro Washington Oliveira, também conhecido como Macaxeira, que foi designado para duas missões, primeiro levantar da cadeira para o adido Flávio Costa sentar e a segunda seria dificultar a vida de Felipe Camarão dentro do PT, usando a secretária representativa em Brasília para o governador ter um passarinho de sua confiança assoviando no ouvido do presidente Lula os interesses do Maranhão neo socialista, e como prêmio Washington teria apoio do governo para voltar a câmara de deputados.

A minuta oficial sai em breve com o selo de garantia da Assembleia Legislativa onde num gesto altruísta em prol da meritocracia no serviço público, o colegiado abriu mão de indicar um representante da casa para defender um nome que já havia sido rejeitado pelo TJ por não ter requisitos técnicos, mas ao que tudo indica para o TCE e para o Palácio Manuel Beckman ele já possui todas as qualificações técnicas necessárias para a vaga, pelo menos  assim vão atestar os nobres deputados esperneando ou não no grupo de ZAP ZAP.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carnaval 2024: São Luís e Olinda números que atestam a nossa incompetência

Passada a empolgação dos shows milionários no carnaval o resultado foi bem diferente da expectativa que foi gerada e com pouco saldo para comemorar.

Apesar dos investimentos pomposos e as manchetes fantasiando grandezas, o resultado real foi bem abaixo do propagado. Segundo os dados oficiais do ministério do turismo o carnaval do Maranhão sequer foi citado entre os 10 maiores do Brasil, bem diferente das notícias oficiosas que vendiam a ilusão que teríamos a maior e melhor folia do país.

Na real mesmo, segundo os números da secretaria de turismo 15.351 pessoas chegaram a São Luís através do aeroporto Marechal da Cunha Machado. Ou seja, prefeitura e governo gastaram aproximadamente 25 milhões para receber apenas 15 mil pessoas, muito pouco para tamanho investimento. Isso sem levar em consideração a quantidade de pessoas que vieram a trabalho nas equipes de todos esses artistas e também os próprios maranhenses que vieram passar o carnaval em sua terra natal.

Agora se comparamos com o Carnaval de Olinda onde foi investido algo em torno de 15 milhões, o resultado é humilhante para o Maranhão.

Com pouquíssimas atrações de outros estados como Fundo de Quintal, Pitty, Martinalia e 95% de nomes do próprio Estado, o carnaval na cidade histórica pernambucana reuniu mais de 4 milhões de pessoas segundo os dados oficiais.  O impressionante é que mais da metade eram turistas que foram em busca de um  carnaval com identidade e respeito a cultura local.

Bem diferente do assassinato das nossas tradições que aconteceu aqui com o aval do poder publico, onde nossos gestores disputavam likes em redes sociais anunciando sem planejamento atrações milionárias nas vésperas do carnaval, enquanto nossos artistas foram relegados a coadjuvantes sem nenhuma valorização.

E pelo visto esse modelo de sucesso momentâneo deve continuar, afinal tanto a Secult quanto a Secma foram transformadas em produtoras de eventos de atrações milionárias, enquanto isso nossos artistas definham sem políticas públicas efetivas e assistem de fora do camarote a desapropriação cultural pelos inquilinos do poder sem nenhum respeito as nossas tradições.

 

 

 

 

Cantanhede: união entre Câmara e Executivo fazendo a diferença

A sessão solene de reabertura do ano legislativo da Câmara Municipal de Cantanhede movimentou a cidade na noite da última segunda -feira (19). Os trabalhos para o ano de 2024 foram abertos pelo Presidente da casa, vereador Natinho.

Além dos 11 vereadores, a mesa foi composta pelo prefeito Zé Martinho, pelo ex-prefeito Cidinho Amaral, pelo procurador-geral do município Jeferson França,  pelo presidente do MDB Rana Ageme Filho,  pelo comandante-geral do Colégio Militar Tenente Ricardo Gomes, pela jornalista Ana Paula Nogueira da Cruz e pelo pastor Elizaldo Abreu.

O plenário recebeu além da classe política do Município, gestores municipais e cidadãos Cantanhedenses  que puderam testemunhar os avanços da gestão municipal tanto no executivo como do parlamento mostrando a todos a importância da unidade política em prol de toda a população.

Todos os vereadores presentes fizeram questão de ressaltar a harmonia entre os poderes destacando que a casa trabalha em sintonia com o prefeito Zé Martinho, deixando de lado as fofocas e intrigas da pequena oposição ainda remanescente no município.

O Prefeito Zé Martinho fez um discurso forte mostrando os avanços da sua gestão com destaque para as áreas de  saúde, educação, esporte e governança administrativa onde equilibrou as contas de Cantanhede e ainda vem conseguindo realizar várias obras que a população tanto necessita.

Ele fez questão de frisar a plena convicção do trabalho que vem sendo feito com a consolidação de políticas públicas que estão fazendo de Cantanhede uma cidade próspera, como por exemplo o progresso da educação onde o município alcançou o 1º lugar em índice de fluência leitora da regional e o 17º lugar em nível estadual.

O prefeito recordou ainda que ao assumir o mandato não tinha unanimidade do parlamento e hoje os 5 vereadores que estavam na oposição reconheceram seu trabalho e caminham ao seu lado trabalhando pela cidade.

O desempenho de Zé Martinho a frente da gestão vem pavimentando o seu caminho para o quarto mandato em Cantanhede, um marco histórico, sendo um dos poucos gestores do Brasil a conseguir esse feito.

“Posso concluir que Cantanhede tem muitas conquistas para comemorar nesses últimos anos e vamos continuar com a parceria dos poderes executivo e legislativo para darmos continuidade às melhorias da nossa cidade em prol do nosso povo”, disse o prefeito.

A sessão contou com o discurso de todos os vereadores e também da mesa solene. A jornalista Ana Paula Nogueira da Cruz  agradeceu a oportunidade de conceder seu emocionante depoimento em memória do seu falecido pai Nelson Nogueira, filho de Cantanhede, que até o fim de sua vida manteve o amor e o convívio em sua terra natal, destacando também os avanços da cidade ao longo dos anos de trabalho da atual gestão.

A greve no transporte é um tijolo com o qual podemos construir uma solução ou jogar pela janela

“As forças repressivas não impedem as pessoas de se expressarem, mas as forçam a se expressar. Que alívio não ter nada a dizer, o direito de não dizer nada, porque só assim há chance de enquadrar o raro, ou cada vez mais raro, o que vale a pena dizer”. (Deleuze)

 

O filósofo Gilles Deleuze escreveu que a “Filosofia, lança-nos todos em negociações constantes com, e uma campanha guerrilheira contra, nós mesmos”. Uma dessa campanhas é eleger os nossos verdugos. Hoje mesmo li um tecido de elogios a um já falecido que a história mostra tão cínico quanto os encarnados.

E, apesar do recurso filosófico, nada mais falo do que dos políticos, poderiam ser todos, mas hoje vai em especial para os executivos, mais precisamente para o prefeito. Isso mesmo por causa da tortura imposta aos trabalhadores, estudantes, doentes, desempregados, e até aos empresários que arcam com uma boa parcela do custo de uma greve de transporte coletivo.

Deleuze continua que “Por baixo de toda a razão está o delírio e a deriva”. Uma eleição começa com dois delírios: as promessas infames dos candidatos e a crença nelas pelo eleitor. A deriva é uma só: a que lança todos ao esquecimento, ao desprezo, à infâmia, em suma, ao terror do abandono; a exemplo desta, em menos de 4 anos, quinta greve do transporte coletivo, que é usado por mais de 70% da população.

Os insulares prosperam na miséria. Sendo vítimas de todos os açoites. Tudo de ruim sobra para a população, embora esta carregue como única culpa a escolha de suas quimeras, resultado da crença em profetas, salvadores, demiurgos, uma fé cega contra uma espada afiada.

Para finalizar ainda com Deleuze, “Um conceito é um tijolo. Pode ser usado para construir um tribunal da razão. Ou pode ser jogado pela janela”. Mas o eleitor não escolhe a construção da razão nem jogar o tijolo-conceito pela janela, antes disso, prefere repetir os seus erros constantes, ou, escolher coisa pior, ou, ainda: comer o tijolo.

Braide manda mais um para a “Fogueira das Vaidades”

Um olhar sobre a notícia

Para analisar com mais profundidade essa crise na Secult é preciso relembrar a demissão na Semcas, onde 90 servidores foram demitidos por suspeitas de favorecimento em contratos no valor de R$ 1.7 milhão com a empresa AD Infinitum, que ganhou quatro pregões para fornecer fraldas descartáveis, alimentos perecíveis e não perecíveis.

A crise recente na Secult traz uma comparação no mínimo curiosa e inversamente proporcional à força aplicada na Semcas. O Prefeito Eduardo Salim Braide deixa claro que não tem pudor ao se colocar de fora de um problema que era de seu total conhecimento.

A empresa Juju e Cacaia – Tu és uma Benção foi a única interessada e, consequentemente, selecionada para um chamamento público para realizar o carnaval em São Luís, pelo valor de R$6.9 milhões. A tramitação foi muito rápida, sem prazos e burocracia, quase na instantaneidade de um milagre ou um chamamento divino, uma verdadeira benção.

O instituto, que é uma benção, alega estar tudo dentro da normalidade e acredito que deva estar mesmo, afinal Juju e Cacaia já vem trabalhando normalmente com a prefeitura, como no contrato firmado com a Fundação do Patrimônio Histórico no valor de R$798.000,00. O instituto comandando por Katia Bógea pretende erguer um monumento em homenagem ao Complexo Cultural do Bumba-Meu-Boi do Maranhão. Dessa forma, presume-se que teremos um boi de 800 mil reais na avenida Vitorino Freire e qualquer semelhança com o Touro de Ouro do Centro Histórico de São Paulo, será mera coincidência.

Outro dois contratos da empresa Juju é uma benção chamam atenção. Em junho de 2023 a Secult pagou o valor de R$ 370 mil Reais, através de uma emenda da vereadora Concita Pinto para a realização do projeto Noites de São João, porém nas redes sociais do instituto, nesse período só aconteceu o pequeno evento denominado “Arraiá da Juju”.

Em outro pagamento, dessa vez feito pela SECMA, no valor de R$300.000,00, para realização do São Luís Gospel, com indicação de emenda do deputado Fernando Braide, que é irmão do Prefeito, muita coincidência não é verdade?

Agora o que chama mais atenção é o julgamento do Prefeito nos dois casos. Na Semcas, ele fez o raspa demitindo noventa servidores por suspeitas em contratos de R$1.7 milhões, contratos com licitação, inclusive. Já no recente escândalo da Secult, onde os valores são quatro vezes maiores e passam de R$ 8 milhões, ele só demitiu apenas três pessoas, o secretário, a chefe de gabinete e o analista jurídico. A chefe de Gabinete já disse em entrevista que o prefeito sabia de tudo e a julgar pelos pagamentos anteriores sabia mesmo.

Porém, essas demissões não explicam os motivos dos superfaturamentos dos cachês e também não explica como foi feito o pagamento de artistas nacionais que só se apresentam se receberem antecipado. Será que Joelma tocou sem receber a benção de Juju e Cacaia?

Visivelmente constrangido, o Prefeito tenta desviar o foco jogando na fogueira apenas quem já considerava um empecilho para o modelo que já vinha sendo aplicado na Secult, desde o ano de 2022 , onde deu poder a pessoas que não conhecem nada da nossa cultura, tendo como experiência apenas produzir grandes eventos de forró, axé e similares. Mas com o mercado privado em baixa, a “solução” foi se agarrar no poder público vendendo a ilusão de que o prefeito deve ser um mega produtor  cultural subindo ao palco como se fosse um pop star, para isso é claro, é preciso pagar caro, o que demonstra ser apenas um detalhe quando a origem é de verba pública. Enquanto isso a classe artística que até hoje espera a volta do Circo da Cidade e do pagamento da lei Paulo Gustavo segue sendo ignorada pelo prefeito que prometeu em campanha agir diferente.

Para Marcos Duailibe deve ficar a lição de que o sonho de ser protagonista na área que sempre atuou se transformou em queimação e a vaidade que ronda quem está no topo traz consigo o que há de pior nas relações pessoais, a traição.

 

Um Partido Novo em busca de velhas práticas

Em 25 novembro de 2022, o empresário João Amoêdo, um dos fundadores do Partido Novo anunciou o seu desligamento da sigla. Depois de sofrer muitas críticas internas por ter apoiado Lula, Amoêdo disse o seguinte em suas redes sociais. “Hoje, com muito pesar, me desfilio do partido que fundei, financiei e para o qual trabalhei desde 2010, infelizmente, o Novo, fundado em 2011 e pelo qual trabalhamos por mais de 10 anos, não existe mais”.

 Amoêdo não parou por aí e demonstrou com todas as letras a sua visão sobre o partido.

“O Novo atual descumpre o próprio estatuto, aparelha a sua Comissão de Ética para calar filiados, faz coligações apenas por interesses eleitorais, idolatra mandatários, não reconhece os erros, ataca os Poderes constituídos da República e estimula ações contra a democracia”.

Notem que essa declaração foi dada 45 dias antes da baderna golpista de 8 de janeiro. Oficialmente, em 2022, o Novo liberou filiados a votar de acordo com a sua consciência e princípios partidários, porém, na mesma nota oficial se posicionou contra o PT e ao Lulismo, como aquele conhecido adágio popular: “como quem atira a pedra e  esconde a mão”.

O resultado, com base em números, constata que com o afastamento de uma liderança como João Amoêdo, o Novo, que vinha em crescimento no país com 8 deputados federais e 12 estaduais encolheu para 3 deputados federais e 5 estaduais. Um claro sinal de que o Partido Novo não é mais tão novo assim.

Mas, vamos falar das nossas “vacas-frias”. No Maranhão, o partido vinha tentando caminhar com quadros inteligentes, nomes preparados, de afinidade com o estatuto da legenda e principalmente fora da bolha política tradicional. Mas, depois do racha ideológico na executiva nacional, o cenário maranhense também mudaria os rumos e um dos nomes anunciados como novidade foi o do piauiense Lahésio Bonfim, ex- prefeito da pequenina cidade de São Pedro dos Crentes, de aproximadamente cinco mil habitantes e apenas 4 escolas da rede municipal de ensino.

Lahésio, que já foi filiado ao PT, PDT e até no PSB do governador Carlos Brandão, surfou na onda do bolsonarismo vendendo a ilusão de que era o melhor prefeito do Maranhão, com base nos números de uma cidade menor do que um bairro da zona rural de São Luís e que sequer enfrenta problemas que os municípios maiores enfrentam diariamente, como por exemplo, o caos do transporte público.

Trazendo a analogia para o mundo empresarial, que é o campo do Partido Novo, é como o dono de um mercadinho de 100 metros quadrados achar que pode administrar o Atacadão Mateus. Um exemplo recente demonstrou mais uma vez a falta de preparo intelectual de Lahésio, em uma tentativa de debater com o vice governador Felipe Camarão e acabou por ficar sem argumentos apelando de forma baixa e preconceituosa insinuando que Felipe seria gay. Uma total falta de respeito com a família do secretário de educação e também com todas as famílias maranhenses e com a comunidade LGBTQIA+,  que não pode ser tratada como algo pejorativo. Ainda que a orientação sexual de Camarão fosse uma verdade, a exposição de questões pessoais demonstra uma postura lamentável ainda mais vindo  de um partido que sempre debateu de forma inteligente e respeitosa.

Ainda sob a liderança presencial e intelectual de Lahésio, o partido vem buscando nomes para concorrer ao cargo de prefeito na capital. O primeiro seria o seu, mas como ele não pode concorrer a nenhuma eleição municipal esse ano, abriu conversas com os deputados Wellington do Curso e Yglésio Moíses.

O primeiro está com a vida partidária resolvida e pode se filiar imediatamente. Agora, o caso do recém convertido  bolsonarista, eleito num partido de esquerda, é bem mais complicado. O governador Carlos Brandão, presidente da legenda no Maranhão, já declarou que o PSB vai com o deputado federal Duarte Junior, desafeto antigo do ex –presidente do Moto. Além disso, existe uma briga judicial em que Yglésio quer sair da sigla sem perder o mandato e apesar de ter conseguido uma liminar no TRE, o partido pretende levar o caso até o STF piorando tudo. Afinal, todos já sabem que Flávio Dino, outro grande desafeto seu, assume uma cadeira no Supremo Tribunal Federal a partir de fevereiro.

O caminho mais curto para ele seria a interferência do governador, porém, seria uma barganha um tanto cara interceder junto a Flávio Dino e ao “quase” comandante da ABIN Ricado Capelli, mais um desafeto raivoso de Yglésio Moises. Situação muito delicada e ainda sem desfecho.

O Partido Novo, pelo visto, deve aguardar mais um pouco e por enquanto vai deixar na geladeira o professor, historiador e monarquista Diogo Gualhardo, que é sem dúvidas um quadro inteligente da legenda, mas ideologicamente preso a contos de fadas de reis e rainhas de um passado que não volta mais.

Para finalizar, vou pedir uma licença poética e mudar um pouco a célebre frase de Shakespeare para dizer que “não há nada de novo no reino da Dinamarca”.

Cleber Verde no MDB. O novo jogador do time

O ídolo do esporte brasileiro Romário disse uma vez “o cara entrou agora no ônibus e já quer sentar na janela?” a polêmica envolvia o técnico do Fluminense na temporada de 2004.

Pegando emprestada a analogia do herói do tetra e trazendo a discussão para crise que envolve os caminhos do MDB nas próximas eleições municipais em São Luís, não está difícil de perceber que Cleber Verde vem pisando feio na bola.

O Deputado Federal teve uma reeleição dificílima e ainda ficou a beira de perder o mandato por uma ação de Hildo Rocha do MDB maranhense que contestava o critério das sobras eleitorais e diante da expectativa frustrada de eleger pelo menos dois deputados federais acabou perdendo a camisa 10 dos Republicanos para Aluízio Mendes.

Em meio a pressão se viu encurralado e foi procurar o colega Baleia Rossi querendo entrar por cima no partido precisando estancar os ataques que ameaçavam seu mandato, além de outros objetivos claros, a permanência do seu apadrinhado Romário no comando da SEMDEL e garantir a eleição de um dos seus para vereador com apoio do prefeito Braide. Esses movimentos lembram uma célebre frase de Garrincha na copa de 58 depois de ouvir a preleção técnico, “tudo isso já foi combinado com os russos”? O curioso é que mesmo sem combinar com os adversários Garrincha arrebentou na partida, mas estamos falando do mito botafoguense e não do deputado Cleber Verde que nunca demonstrou saber jogar futebol.

A situação de Cleber na agremiação tende a ficar mais complicada, o deputado que só conseguiu vaga no MDB através da famosa “peixada” do Baleia Rossi, mas não teve humildade com o elenco e sequer percebeu que seu passe já estava desvalorizado com o resultado das eleições do ano passado. Além disso, não vem mostrando habilidade desde a sua chegada, como no último ato de indisciplina onde cobrou uma promessa do presidente no grupo dos membros do partido.

Para piorar a má fase, o MDB estadual já deixou claro que a sobrinha do presidente da agremiação, a odontóloga Mariana Brandão é a prioridade do partido para compor como vice na chapa que o MDB vai apoiar nas eleições em São Luís.

Por enquanto o Cleber 15 está no comando da comissão provisória da executiva municipal, uma espécie de divisão de base com contrato validado até abril e mesmo com três indicações da sua confiança, o nome já diz, a comissão é provisória e não tem autonomia para decidir os rumos do partido sem o aval da executiva estadual.

Apesar de todas as evidências, o deputado continua insistindo no mesmo esquema de jogo acreditando que tem o poder de decisão para levar o MDB para o prefeito e agora numa composição inimaginável com a Sobrinha de Carlos Brandão sendo vice de Braide, algo que surreal depois dessa guerra declarada entre os dois.

Já dizia Nelson Rodrigues, “A vida dos homens e dos times depende, às vezes, de episódios quase imperceptíveis.”

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