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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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IBGE lança 82º Anuário Estatístico do Brasil e anuncia versão digital para 2024

Aproveitando o Dia do Geógrafo e, como parte das comemorações dos 87 anos de fundação, o IBGE lança nesta segunda-feira (29), mais uma edição do Anuário Estatístico do Brasil (AEB), com indicadores demográficos e sociais coletados pelo próprio Instituto ao longo de 2022, bem como estatísticas econômicas e macroeconômicas de fontes externas.

O professor  do departamento de Geografia da UFMA, Eduardo NevesLuiz, lembra que os dados do AEB estão dentro do arcabouço coletado para o Censo realizado ano passado e só finalizado este ano. “Esses dados foram bastante difíceis de se coletar porque o governo Bolsonaro não priorizou”. afirma o professor.

Além disso, Neves observa duas grandes dificuldades: pouca divulgação publicitária; e dificuldades orçamentárias, o que fez com que o trabalho atrasasse e não fosse mais abrangente.

Mudança de formato

Esta tradicional publicação do setor, está na sua 82ª edição e será o último fascículo impresso do AEB. A partir de 2024, a publicação virá em versão digital, interativa, e não somente em formato PDF.

“Com a transição para o digital, buscamos aumentar a visibilidade do AEB e ampliar ainda mais seu público de usuários”, explica a coordenadora executiva da publicação, Isabela Torres, e acrescenta que já está em andamento a transição para um hot site, ampliando, as possibilidades de alcance.

A publicação é dividida em sete seções: caracterização do território; características demográficas e socioeconômicas da população; aspectos das atividades agropecuária e extração vegetal; aspectos da atividade indústria; aspectos da atividade serviços; índices, preços, custos e salários; e agregados macroeconômicos.

Entre os destaques das pesquisas, percebe-se o aumento, em 2022, do número de pedidos de patentes depositadas (27.139) em comparação a 2021 (26.921), informado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e o crescimento do efetivo de bovinos em 2021, levantado pela Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM 2011-2021).

Uma das tabelas ilustrativas da publicação demonstra o comportamento do tráfego aéreo no Brasil durante os anos de 2021 e 2022, com foco nas horas voadas tanto no tráfego doméstico quanto no internacional. Ali se nota um aumento significativo no número de horas voadas de um ano para o outro, refletindo a retomada das atividades após o período de pandemia de Covid-19. O tráfego doméstico apresentou aumento de 32,3% no número de horas voadas, passando de 982.958 horas em 2021 para 1.300.372 horas em 2022. Já o tráfego internacional apresentou crescimento ainda mais expressivo, de 140,8%, passando de 62.529 horas voadas em 2021 para 150.615 horas em 2022.

Cada um dos sete temas abarcados pela publicação inclui um glossário com os conceitos investigados nos estudos e pesquisas subjacentes, bem como referências padronizadas das fontes consultadas. Arquivos complementares também estão acessíveis no canal da Biblioteca, disponível no portal do IBGE na internet, enriquecendo ainda mais o conteúdo divulgado.

“Estamos fazendo um contínuo esforço de pesquisa e benchmarking com outras instituições e anuários de outros países, bem como trocando ideias com nossos informantes, colaboradores e usuários, no intuito de aprimorar sempre nosso produto”, finaliza Isabela.

 

Com informações do IBGE

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