Depois de três meses de crecimento, volume de serviços recua 0,9% em fevereiro

O volume de serviços prestados no país recuou 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro de 2024. O resultado chega após três meses de alta (novembro e dezembro de 2023 e janeiro de 2024), período em que registrou 1,5% de expansão. Assim, o volume de serviços ficou 11,6% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 1,9% abaixo do ponto mais alto da série histórica (dezembro de 2022). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada hoje (12) pelo IBGE.

A pesquisa mostrou, ainda, crescimento de 2,5% no confronto contra fevereiro de 2023. No acumulado do primeiro bimestre de 2024, o volume de serviços cresceu 3,3% frente ao mesmo período do ano passado. O acumulado nos últimos 12 meses ficou em 2,2%.

 Volume de serviços (mês/mês anterior)

Fonte: IBGE – Pesquisa Mensal de Serviços

Quatro das cinco atividades investigadas na PMS tiveram queda no volume em fevereiro. De acordo com Luiz Almeida, analista da pesquisa, o resultado é fruto de um movimento de compensação após meses de alta. “É uma descontinuação dos ganhos anteriores. Como observamos, por exemplo, na atividade de profissionais, administrativos e complementares”, afirma. O grupo caiu 1,9% em fevereiro após uma alta em janeiro impactada principalmente pelo pagamento de precatórios, que influenciou nas atividades jurídicas. “Como não houve essa receita em fevereiro, acontece esse retorno ao patamar anterior”, explica. Os serviços de aluguel de máquinas e de locação de automóveis também contribuíram para a queda no grupo.

Outra importante retração foi do setor de informação e comunicação (-1,5%), que perdeu parte do ganho de 3,6% dos últimos quatro meses. “Nesse caso, as principais influências vieram de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet, e de edição integrada à impressão de livros, que, com o fim da preparação para o início do ano letivo, mostrou um arrefecimento do mercado”, justifica o pesquisador.

As demais atividades com recuo em fevereiro foram transportes (-0,9%) e outros serviços (-1,0%). Apenas as atividades de serviços prestados às famílias registraram variação positiva, de 0,4%, o que não recupera a queda de 2,9% em janeiro. “Importante lembrar que este setor foi o último a se recuperar da pandemia, ultrapassando o patamar pré-pandemia apenas em dezembro de 2023. A queda em janeiro havia colocado o setor abaixo desse patamar. Com essa leve recuperação, ele volta a ficar acima, mas apenas 0,2%”, diz Luiz Almeida.

No acumulado do primeiro bimestre de 2024, na comparação com o mesmo período de 2023, o setor de serviços teve crescimento de 3,3%, com expansão em todas as cinco atividades e alta em 62,7% dos 166 tipos de serviços investigados na PMS.

Já no recorte regional, na passagem de janeiro para fevereiro, 14 das 27 Unidades da Federação (UF) acompanharam o índice nacional e apresentaram retração no volume de serviços. O impacto negativo mais importante veio de São Paulo (-1,0%), seguido por Paraná (-2,5%), Rio de Janeiro (-0,7%), Mato Grosso (-2,7%), Ceará (-1,3%) e Espírito Santo (-1,4%). Por outro lado, a Bahia (0,9%), seguida por Pará (1,7%) e Rio Grande do Norte (3,5%) tiveram as principais contribuições positivas do mês.

Turismo recua 0,8% em fevereiro

O índice de atividades turísticas recuou 0,8% em fevereiro, na comparação com janeiro. Foi o segundo revés seguido, com perda acumulada de 1,8%. O segmento se encontra 2,2% acima do patamar pré-pandemia e 4,3% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

Regionalmente, houve equilíbrio, com seis dos 12 locais pesquisados acompanhando a retração nacional. A influência negativa mais importante ficou com São Paulo (-2,9%), seguido por Santa Catarina (-3,7%), Ceará (-5,4%) e Minas Gerais (-1,5%). Em contrapartida, Distrito Federal (8,3%) e Bahia (2,4%) assinalaram os principais avanços.

No acumulado do primeiro bimestre de 2024, as atividades turísticas registram expansão de 0,3% frente a igual período do ano passado.

Transporte de passageiros fica quase estável e o de cargas apresenta queda

A PMS também divulgou o volume de transporte em fevereiro. O de passageiros registrou quase uma estabilidade: um acréscimo de 0,1% frente a janeiro. Ainda assim, é o segundo resultado positivo seguido, acumulando ganho de 2,9%. O segmento ficou 5,4% abaixo do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 27,3% abaixo do ponto mais alto da série histórica (fevereiro de 2014).

Já o volume do transporte de cargas teve queda de 1,4% após ter avançado 0,8% em janeiro. O segmento ficou 5,5% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Já com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 34,3% acima de fevereiro de 2020.

No indicador acumulado do primeiro bimestre deste ano, o transporte de passageiros caiu 5,7% frente a igual período de 2023, enquanto o de cargas cresceu 5,5% nesse mesmo intervalo.

Fonte: IBGE

 

Pastor Gil, Detinha e Alan Garcês colocando a política acima da vida

Não causam mais nenhuma estranheza as posições assumidas pelos parlamentares da dita direita maranhense, sejam eles estaduais ou federais.

O último capítulo da insensatez dos deputados “conservadores” do Maranhão foram os votos favoráveis pela soltura de Chiquinho Brazão, que é acusado de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu Motorista Anderson Gomes. Crime esse que teve clara obstrução de membros da polícia civil do Rio de Janeiro caminhando a passos lentos até a entrada da Policia Federal no caso, que foi fechando o cerco até a delação premiada de Ronnie Lessa, que deu detalhes de toda a operação.

Vale ressaltar que pelo menos cinco pessoas envolvidas diretamente foram assassinadas no decorrer das investigações, num claro caso de queima de arquivo, o que, segundo alguns especialistas, levou Lessa a fazer a delação, sua única chance de se manter vivo e a sua família.

Vale ressaltar mais ainda que todos esses assassinatos foram cometidos enquanto Brasão mantinha seu poder e influência agindo livremente em Brasília e no Rio de Janeiro.

Porém o que é mais revoltante, é assistir impotente três parlamentares maranhenses, um pastor, um médico e uma mulher tal qual a vítima Marielle Franco, votarem a favor da soltura de um de um elemento como Brazão, um homem que se manteve impune através do medo e ameaças de um tempo que já não deveria existir mais no Brasil. Mas os ditos conservadores insistem em viver sob a luz diáfana de um passado que causa vergonha a quem defende a vida de verdade.

“Seus, Párias e famiglias” um lema que seria mais apropriado para o momento que vivemos no Brasil.

 

Sindicato dos Bancários faz protesto contra fechamento de agência bancária na Praça João Lisboa

O Sindicato dos Bancários realizou nesta quinta-feira (11) um ato público para denunciar o fechamento da agência do Banco Santander, da Praça João Lisboa, em São Luís, fechamento previsto para o próximo dia 1º de maio, embora o banco não tenha dado publicidade à população.

De acordo com o diretor do sindicato, Marcelo Bastos, a medida vai prejudicar os bancários e os mais de 14 mil clientes da unidade, entre correntistas e pensionistas, “algo inadmissível para um banco que lucrou mais de R$ 9 bilhões em 2023” – criticou.

Segundo informações preliminares, os funcionários e os usuários da unidade João Lisboa serão transferidos para a agência da Rua da Paz, o que deve trazer mais dificuldades ao serviço prestado, devido ao aumento do fluxo de pessoas, da superlotação, das filas , além do quadro reduzido de bancários, que já sofrem sobrecarga de trabalho, com o que consideram metas abusivas e medo de demissão.

Durante a manifestação, o diretor do SEEB-MA, Rodolfo Cutrim, denunciou ainda o assédio moral praticado por gestores do banco, uma conduta que está levando os empregados ao adoecimento e até à ideação suicida, conforme denúncias.

“O Sindicato levará o caso do fechamento da agência João Lisboa ao Procon por lesar os consumidores e continuará firme na luta por saúde, mais bancários e mais agências do Santander no Maranhão. Por nenhum direito a menos, vamos à luta” – finalizou o presidente Dielson Rodigues.

Vendas do varejo crescem pelo segundo mês consecutivo

Na passagem de janeiro para fevereiro, as vendas no comércio varejista no país aumentaram 1,0% e atingiram o maior patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2000. É a segunda alta consecutiva, após o índice ter registrado crescimento de 2,8% em janeiro. A última vez que o varejo registrou dois meses consecutivos de alta foi em setembro de 2022 (0,5% em agosto e 0,7% em setembro). Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (11) pelo IBGE.

“Entre os destaques dessa passagem é termos observados dois meses consecutivos de altas, o que não acontece desde meados de 2022. No entanto, naquele momento o crescimento combinado dos dois meses foi menor, menos intenso. Outro aspecto a ser destacado é que nos últimos dois anos ou janeiro ou fevereiro vieram mais fortes, mas com posterior queda. Em 2024, houve alta tanto em janeiro quanto em fevereiro”, avalia o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Seis das oito atividades investigadas na pesquisa avançaram em fevereiro deste ano. Dentre elas, os destaques foram os setores de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (9,9%) e de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,8%), que exerceram as principais influências sobre o resultado total do comércio varejista.

“Avaliando esse setor sob a ótica de seus subsetores, percebemos que a alta veio da parte de produtos farmacêuticos. Houve um fator inflacionário que precisa ser levado em conta, que resultou em um crescimento de preços, mas um crescimento ainda maior em volume de receitas. Esse resultado de 9,9% é bastante expressivo e só vai se assemelhar a janeiro de 2022, quando o setor teve um crescimento de 9,4%”, lembra Cristiano sobre o setor farmacêutico.

Já o setor de Outros artigos de uso pessoal e doméstico registrou alta de 4,8% na passagem de janeiro para fevereiro e 9,6% no indicador interanual. O pesquisador do IBGE avaliou a o resultado frente aos resultados recentes do setor. “É um resultado que é bastante expressivo, pois é o segundo mês consecutivo de crescimento, o que também joga o bimestre para o campo positivo, de um setor que vinha sofrendo. Ao longo de 2023, apenas nos meses de agosto e novembro o resultado não foi negativo. Foi um setor que sofreu por causa de uma crise contábil em algumas empresas grandes que estão nessa atividade, que é muito influenciada por lojas de departamentos, que tiveram lojas físicas fechadas”, destaca.

Em fevereiro de 2024, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 1,0%, frente a janeiro, na série com ajuste sazonal. No mês anterior, a alta havia sido de 2,8%. A média móvel trimestral variou 0,7% no trimestre encerrado em fevereiro.

PeríodoVarejoVarejo Ampliado
Volume de vendasReceita nominalVolume de vendasReceita nominal
Fevereiro / Janeiro*1,01,21,21,6
Média móvel trimestral*0,81,11,31,7
Fevereiro 2024 / Fevereiro 20238,210,99,711,9
Acumulado 20246,18,28,210,1
Acumulado 12 meses2,34,03,65,7
*Série COM ajuste sazonal
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas 

 

Por outro lado, entre janeiro e fevereiro, houve taxas negativas em dois dos oito grupos de atividades do varejo: Combustíveis e lubrificantes (-2,7%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%).

“Para o setor de Combustíveis e lubrificante, temos o segundo mês com viés negativo, com o dado de janeiro tendo sido mais perto da estabilidade. A queda efetiva em fevereiro tem uma ligação forte a uma base um pouco ais alta pois houve uma recuperação do setor no final de 2023, principalmente com um aumento no volume de receita em novembro e dezembro”, explica o pesquisador.

Já a variação de -0,2% em Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo é avaliada como um movimento lateral, de estabilidade. O gerente da pesquisa explicou que foi um resultado que segue o mesmo tipo de intensidade dos últimos meses, com exceção a janeiro, quando houve crescimento de 0,8%, sendo um setor que tem variado muito pouco nos últimos 6 meses.

Cristiano acrescentou que pode ser observado um movimento contrário ao que aconteceu até outubro do ano passado, quando o setor tinha um protagonismo tanto para quedas quanto de crescimentos. A atividade deixa esse protagonismo de lado para outras atividades que começam a ter alta volatilidade, como Outros artigos de uso pessoal e doméstico.

“Observa-se uma mudança de foco de consumo nos últimos meses que passa de um cenário de orçamento mais restrito, concentrado em produtos básicos, para um momento com mais espaço para que haja consumo de outros tipos de produtos. Tal cenário tem relação com o aumento do crédito, em virtude da diminuição da taxa básica de juros, assim como crescimento da massa de rendimento real e da população ocupada”, pontua.

Cinco atividades avançam na comparação com janeiro do ano passado

Em fevereiro, as vendas no varejo avançaram 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento foi disseminado por cinco dos oito setores do varejo restrito: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (18,5%), Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (10,5%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (9,6%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,6%) e Móveis e eletrodomésticos (3,7%).

Já os setores de Livros, jornais, revistas e papelaria (-6,0%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,5%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,2%) foram os únicos a registrar taxas no campo negativo nessa comparação. No varejo ampliado, as três atividades adicionais registraram alta: Veículos e motos, partes e peças (16,6%), Material de construção (5,0%) e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (10,1%).

“Esse crescimento de 8,2% foi observado em 2021, que, no indicador interanual, foi comparado a uma base muito baixa de 2020. Quando houve o início da retomada da pandemia, nessa comparação interanual, percebemos uma grande alta por causa das grandes quedas observadas no primeiro ano da crise sanitária. Um fato muito interessante nesse indicador é que todas as Unidades da Federação observaram crescimento no comércio varejista em fevereiro, algo que havia acontecido pela última vez em abril de 2021, justamente na comparação com o pior momento da pandemia de 2020”, destaca o gerente da pesquisa.

O STF no calcanhar de Iracema Vale

O pedido de vistas do Ministro Nunes Marques que parou o julgamento da limiar que suspendeu o processo de “escolha”  do novo membro do TCE, assim como a anulação de reeleição na Assembleia Legislativa do Tocantins tem tirado o sono de Iracema Vale e também do grupo governista.

Na contenda que envolve a “escolha” do novo conselheiro para o TCE, a tropa do governo quer empurrar a todo o custo o Advogado Flávio Costa para vaga. O mesmo que já foi rejeitado pelo TJ-MA por não atender os requisitos para ser desembargador. Sem se importar com a meritocracia para o cargo  a assembleia quer resolver logo o problema e para isso já disse que vai se adequar a lei para que o Adido dos Leões seja o escolhido, tornando o processo legal com a votação de cabresto dos soldados governistas no parlamento, até porque o voto sendo secreto encobre a vergonha de um processo que pode até se tornar legal, mas com certeza é imoral aos olhos de grande parte da sociedade.

De efeito prático esse episódio deixa claro que o Ministro Flávio Dino está mais vivo do que nunca nas decisões políticas do Maranhão e a cada prazo postergado os passos do governo são cada vez mais observados.

A outra querela que vem tirando o sono de Iracema Vale (e de mais Alguém) é a contestação da reeleição antecipada da mesa diretora, fantasma que diga-se de passagem também assombrou Othelino Neto.

A decisão da Suprema Corte anulando a eleição no Tocantins acendeu a luz vermelha no parlamento maranhense, mas para variar os deputados controlados pelos Leões garantem que não terão problema nenhum em votar novamente em quem o governo mandar.

Mas apesar de estar olhando o STF pelo retrovisor, Iracema Vale continua acelerando na MA 402 em busca da eleição do filho em Barreirinhas, o prêmio pactuado pela devoção ao governo.

E como diria o jornalista Marco D’eça, mas isso é uma outra história.

 

 

Dois quadros que cutucam os rumos das eleições, estas e outras

O calendário eleitoral é o compasso cinco por oito, difícil, mas sem ele não há música. Uma data importante, o dia 6 de abril é o prazo para as definições de filiações partidárias, último dia para os partidos receberem, desde soldados até generais que pretendem disputar o pleito de 6 de outubro.

Essa data excita alguns e apavora outros. Quem está com sangue no olho, e tem força e estratégia e etc, vai aderindo, pegando ou tomando siglas sob comandos pífios. Dois exemplos que balançaram o cenário são a tomada do Solidariedade por Flávia Alves, suplente de deputada federal e superintendente do IBAMA no Maranhão e a filiação de Clara Gomes (digo já quem é) ao PSD, partido do prefeito Eduardo Braide.

Flávia Alves é irmã do deputado estadual Othelino Neto (PC do B) remanescente do Grupo Dino e defenestrado do governo Brandão sem nenhuma honra. Agora começa uma reação. Até onde?

Clara Gomes é esposa do deputado estadual Osmar Filho (PDT) (Como assim?), ex-presidente da Câmara Municipal de São Luís. O que isso importa? Importa que, ato contínuo à filiação da esposa ao partido do prefeito, o próprio deputado declarou apoio à reeleição do atual alcaide , sendo que o partido dele já tem um pré-candidato a prefeito: Fábio Câmara.

Estes movimentos têm significados imediatos (eleições 2024) e secundários (eleições 2026). Nós últimos dias explodiu um grito engasgado em muitos remanescentes do núcleo duro do governo Flávio Dino, principalmente no que se refere à manifestação do deputado estadual Carlos Lula (PSB) a respeito da escolha do novo membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), cujo nome devia ser indicado pelo legislativo e foi apenas homologado por este, depois de uma indicação do executivo.

Pressão daqui e dali

A questão Flávia Alves parece uma arregimentação do deputado Othelino Neto, um dos todos poderosos dos tempos dinistas, que ficou no ostracismo total, apesar de ter abandonado seu forte aliado Weverton Rocha (PDT) em prol da candidatura Brandão, seduzido pela vaga de suplente de senado destinada a sua esposa Ana Paula Lobato, que ao fim e ao cabo se tornou senadora da república. Como estamos no meio político, uma oferta irrecusável. Mas o preço da escolha está entre pago e cobrado.

A movimentação desse grupo, que ainda inclui Márcio Jerry (PC do B), Carlos Lula (PSB), Rodrigo Lago (PC do B) entre outros já é uma urtiga, mas pode vir a se tornar um forte grupo de oposição a Brandão e uma pedra no sapato de Duarte Júnior rumo á prefeitura, além de apimentar mexicamente as eleições de 2026, deixando uma culinária bem “ardosa” para mariscos locais.

No outro quadro, a debandada de Osmar Filho rumo a Braide, deixando o candidato do próprio partido no vácuo, demonstra um vigor e uma ambição pessoal do deputado, e um descomprometimento com os valores históricos do PDT: a união. Mas o PDT faz tempo que é um território de discórdia.

Só pra fechar

Nesta última quinta (07) também se abriu a janela partidária, quando os parlamentares municipais estão livres para pular daqui prali e se acomodar como carga nova e parar de ranger o caminhão. Nada além de um coaxar de sapos na chuvarada intensa… a priori…

Governo Brandão a pior avaliação dos últimos 10 anos

A recente pesquisa do instituto Atlas Intel que avaliou o desempenho de todos os governadores brasileiros mostrou dados que apontam a realidade do governo Carlos Brandão.

Mal avaliado em todos os níveis sociais e principalmente nas pessoas que possuem escolaridade a partir do ensino médio, o governo Brandão é o quarto pior do Brasil com apenas 39% de aprovação.

Para além da Comunicação

Com base nos critérios de levantamento podemos observar que apesar do governo tentar vender  para fora a imagem de um estado próspero apostando em propagandas falaciosas presas a modelos arcaicos de comunicação. Tomando como exemplo o carnaval onde o torraram milhões em atrações anunciando o maior e melhor carnaval do Brasil, porém os dados reais do Ministério do Turismo desmentiu a farsa midiática mostrando que o  Maranhão sequer figurou entre os 10 maiores carnavais do Brasil.

Mas existe um outro fator que vem minando a república de Colinas, a reação silenciosa do povo maranhense ao modelo feudal de administração, onde em todas as esferas do poder existe um membro da família em posições cruciais para a manutenção do poder em um círculo familiar fechado.

Para isso o governo vem usando a força e a intimidação para quebrar lanças a qualquer custo com o objetivo de garantir posições de destaques que são de interesse do clã enquanto o povo fica fora do camarote.

E é justamente essa reação silenciosa que pode colocar em risco o projeto de poder vislumbrado pela família Brandão, até porque já não estamos mais no tempo em que as pessoas se deixam levar pelos vídeos bem editados de 1 minuto em horário nobre, afinal os números já mostram a ineficácia desse tipo de modelo de comunicação.

Tinta forte: decisão de Dino adia escolha do TCE

A decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, adiando o processo de escolha  para o novo membro do TCE no Maranhão acendeu o sinal de alerta no Clã Brandão e seus aliados

Embora parte da classe política tenha comemorado e alardeado a saída de Flávio Dino dos palanques chegando até a  especular a divisão do seu espólio, a canetada de ontem que sequer despertou o interesse da mídia nacional, mas que aqui no Maranhão caiu como uma bomba de efeito moral  nas hostes governistas.

O pedido de prazo de 30 dias para Assembleia Legislativa se explicar mais 15 dias para Advocacia Geral da União e ainda 15 dias para a Procuradoria Geral da República vai empurrar a decisão para o segundo semestre. Ao que tudo indica, o Ministro vai esperar o desenrolar das eleições municipais para observar o cumprimento dos acordos firmados que não estão sendo cumpridos na sua totalidade.

Sinal de alerta ligado também para Iracema Vale, nome representativo do governo Brandão na Assembleia, mas que  o STF já andou suspendendo eleições antecipadas em outros estados.

 

 

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Sindicato dos Bancários do Maranhão consegue liminar na justiça que impede fechamento de agências bancárias

O juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, concedeu liminar que proíbe o fechamento de agências do Banco Itaú no Maranhão sem prévia comunicação aos clientes e plano de acomodação destas clientes adequadamente.

A decisão, proferida nesta quarta (28), é resultado de Ação Civil Pública ajuizada pelo  Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Maranhão (SEEB/MA) e determinou que o Itaú Unibanco se abstenha de fechar quaisquer agências no Estado do Maranhão e mantenha em funcionamento as unidades da Cohama e da Rua da Paz, no Centro da capital.

De acordo com a decisão, a mudança unilateral anunciada pelo banco violou direitos básicos dos consumidores, incorrendo no descumprimento de oferta e lesão ao direito à informação. “Os consumidores atingidos pelo fechamento da agência sofrerão graves danos, decorrentes da diminuição na qualidade do serviço prestado, além de ficarem sujeitos a longos deslocamentos para que utilizem os serviços bancários contratados”, ressaltou o juízo.

Gerlane Pimenta e Alberto Félix, dirigentes do SEEB-MA, afirmam que essa é uma vitória histórica do Sindicato e do Procon-MA, que também assina a ação, contra as medidas abusivas.

Em caso de descumprimento da decisão, o banco deverá pagar multa diária de R$ 10 mil.

A indicação para o TCE é imoral, é ilegal ou engorda ?

O deputado Carlos Lula do PSB subiu a tribuna da Assembleia Legislativa para colocar seu nome para a vaga de conselheiro do TCE e mais do que isso, apontou três irregularidades regimentais que tinham por objetivo dificultar a entrada de outros nomes na disputa.

A primeiro ponto apresentado por Lula aponta um erro crasso da falta de conhecimento básico do atual regimento da casa onde está claro que qualquer cidadão pode se candidatar a uma vaga no TCE.  O deputado fez questão de lembrar a presidência da casa que a manobra que exige o mínimo de 14 assinaturas de membros do colegiado é ilegal e inconstitucional por ser norma impeditiva presente no regimento de 1990 que já foi totalmente revogado.

Outro erro apresentado foi o limite de idade entre 35 e 65 anos, quando o correto é ter entre 35 e 70 anos.

O último erro regimental mostrado por Lula que pode parecer simples, mas que na verdade tem caráter intimidatório. A votação não pode ser aberta como proposto. Os deputados precisam ter seu voto preservado em sigilo para garantir que a escolha não sofra pressão nem do executivo e nem da presidência da casa.

No campo político, o discurso de Carlos Lula acendeu a luz de alerta nas hostes governistas, afinal o ato de confrontar um nome ungido pelo governador pode ser considerado como o marco zero do nascimento da oposição no Estado, Um claro sinal de que o nome de Flávio Costa foi empurrado goela abaixo tirando uma prerrogativa que o parlamento teria de indicar bons quadros presentes na casa.

Depois da aula regimental de Carlos Lula, a presidenta Iracema Vale disparou um release através da imprensa aliada onde tentou esclarecer os erros na condução que impõe o nome de Flavio Costa para o TCE. A deputada se limitou a dizer que vai consultar a assessoria jurídica e que deve seguir a constituição estadual. Mas fez questão de reiterar que apoiará Flávio Costa para defender a unidade do grupo político do governador num claro movimento que atesta a interferência direta do executivo no processo de escolha.

Podemos dizer que Carlos Lula venceu a primeira batalha, porém tudo leva a crer a que a maioria da casa deve votar com o governo sem nem levar em consideração que o preferido da família Brandão sequer preencher os requisitos necessários para o cargo,

E assim diria o rei Roberto Carlos.

Paro pra pensar, mas eu não posso mudarQue culpa tenho eu? Me diga, amigo meuSerá que tudo que eu gosto e ilegal, é imoral. Ou engorda?

 

 

 

 

 

 

 

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