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Uma das maiores influências sobre o resultado de junho foi a queda de 0,5% no setor de supermercados - Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Geral

Vendas no varejo caem 1,0% em maio

Em maio de 2023, o volume de vendas do comércio varejista recuou 1,0%, frente a abril, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral foi de -0,1%.

Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista também caiu 1,0% frente a maio de 2022, com a primeira taxa negativa após nove meses de altas. O acumulado no ano chegou a 1,3% enquanto o acumulado nos últimos 12 meses ficou em 0,8%.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas caiu 1,1% na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral foi de 0,1%. Na série sem ajuste sazonal, o varejo ampliado cresceu 3,0% frente a maio de 2022, quinto mês consecutivo de variações positivas.

No acumulando no ano, alta de 3,1% ante o mesmo período de 2022 enquanto no acumulado em 12 meses, a variação é de 0,2%.

Período Varejo Varejo Ampliado
Volume de vendas Receita nominal Volume de vendas Receita nominal
Maio / Abril* -1,0 -2,1 -1,1 -0,6
Média móvel trimestral* -0,1 -0,2 0,1 0,3
Maio 2023 / Maio 2022 -1,0 0,3 3,0 5,7
Acumulado 2023 1,3 5,5 3,1 8,3
Acumulado 12 meses 0,8 9,6 0,2 9,4
*Série COM ajuste sazonal   

O comércio varejista do país recuou (-1,0%) de abril para maio. Com isso, o patamar da série histórica com ajuste sazonal está 3,6% abaixo do recorde, que foi em outubro de 2020.

Atividades têm quatro taxas positivas e quatro negativas na série com ajuste sazonal

Com a queda de 1,0% no volume de vendas, na série com ajuste sazonal, as atividades do comércio varejista mantiveram equilíbrio entre taxas positivas e negativas.

Quatro atividades recuaram: Tecidos, vestuário e calçados (-3,3%), Hiper, supermercados, produtos  alimentícios, bebidas e fumo (-3,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,3%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,7%).  Outras quatro tiveram crescimento: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (1,7%), Combustíveis e lubrificantes (1,4%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,1%).

VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO
VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES
Maio 2023 – BRASIL
ATIVIDADES MÊS/MÊS
ANTERIOR (1)
MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
MAR ABR MAI MAR ABR MAI NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 0,6 -0,1 -1,0 3,3 0,5 -1,0 1,3 0,8
1 – Combustíveis e lubrificantes -0,2 -1,9 1,4 14,3 8,3 10,8 15,5 21,0
2 – Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo -0,1 3,6 -3,2 4,5 3,3 1,5 2,5 2,3
       2.1 – Super e hipermercados 1,4 -0,2 -1,1 5,0 4,1 1,6 3,0 2,7
3 – Tecidos, vest. e calçados -3,1 -2,9 -3,3 -7,3 -11,2 -18,2 -9,7 -10,3
4 – Móveis e eletrodomésticos 0,6 -0,9 -0,7 2,7 -3,8 0,3 0,7 -3,3
       4.1 – Móveis -6,6 -10,5 -10,1 -7,7 -12,4
4.2 – Eletrodomésticos 8,0 0,9 6,7 5,8 1,4
5 – Artigos farmacêuticos, med., ortop. e de perfumaria 1,0 0,8 2,3 7,1 3,2 7,6 1,9 3,9
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria -0,1 1,6 1,7 -8,0 -6,6 -6,7 -1,5 4,5
7 – Equip. e mat. para escritório, informática e comunicação 6,3 -7,3 1,1 4,2 -5,8 -4,9 0,9 1,9
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico -2,5 -2,9 -2,3 -12,4 -18,0 -17,4 -13,5 -13,1
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 3,9 -2,4 -1,1 8,8 2,6 3,0 3,1 0,2
9 – Veículos e motos, partes e peças 4,0 -5,6 2,1 10,8 -2,0 1,6 2,9 -1,4
10- Material de construção -0,4 -1,2 -0,9 -5,0 -7,7 -2,0 -3,8 -7,8
11- Atacado Prod. Alimen., Beb. e Fumo 5,4 12,0 18,1 5,6
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.  (1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8. (3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10. 

No caso das atividades do comércio varejista ampliado, o equilíbrio se mantém: Veículos e motos, partes e peças, cresceu 2,1%, enquanto Material de Construção teve queda de 0,9% na passagem de abril para maio de 2023.

Frente a maio de 2022, metade das atividades apresenta queda

No confronto entre maio de 2023 e maio de 2022, o comércio varejista também mostrou equilíbrio entre taxas negativas e positivas. Houve queda em  quatro das oito atividades: Tecidos, vestuário e calçados (-18,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-17,4%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-6,7%) e Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-4,9%).

Os quatro setores que ficaram no campo positivo foram: Combustíveis e lubrificantes (10,8%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,6%),  Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%) e Móveis e eletrodomésticos (0,3%).

Considerando o comércio varejista ampliado, Veículos e motos, partes e peças registrou aumento de 1,6%, Material de Construção teve queda de 2,0% e Atacado de produtos alimentícios, bebida e fumo cresceu 18,1% entre maio de 2022 e maio de 2023.

RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES
Maio 2023 – BRASIL
ATIVIDADES MÊS/MÊS
ANTERIOR (1)
MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
MAR ABR MAI MAR ABR MAI NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 2,9 -1,5 -2,1 7,1 2,4 0,3 5,5 9,6
1 – Combustíveis e lubrificantes -1,8 -5,3 -2,0 -11,3 -19,6 -22,0 -10,9 2,5
2 – Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo -0,3 4,0 -1,3 12,9 10,0 7,6 11,5 14,8
       2.1 – Super e hipermercados -0,3 3,7 -0,7 13,6 10,9 7,9 12,2 15,2
3 – Tecidos, vest. e calçados 0,8 -1,3 0,8 5,3 0,6 -9,0 2,6 4,3
4 – Móveis e eletrodomésticos 0,3 -0,9 -1,0 4,3 -4,1 -0,9 2,0 2,8
       4.1 – Móveis 2,0 -3,6 -3,9 0,7 -0,7
       4.2 – Eletrodomésticos 6,4 -2,8 1,8 3,9 5,0
5 – Artigos farmacêuticos, med., ortop. e de perfumaria 2,1 1,3 2,8 20,2 13,3 16,6 13,6 17,4
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria 1,8 0,2 0,9 -0,2 2,1 1,9 7,5 12,4
7 – Equip. e mat. para escritório, informática e comunicação 6,6 -8,2 1,3 -4,8 -14,7 -13,4 -6,9 -1,2
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico -2,3 -2,5 -1,7 -6,0 -12,5 -12,0 -6,9 -4,2
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 3,6 -2,1 -0,6 14,1 5,8 5,7 8,3 9,4
9 – Veículos e motos, partes e peças 4,2 -5,4 2,1 15,5 2,2 4,8 7,7 7,9
10- Material de construção -1,6 -0,7 -1,0 -0,3 -4,2 0,2 0,9 -0,3
11- Atacado Prod. Alimen., Beb. e Fumo 15,1 19,5 25,8 15,5
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.  (1) Séries com ajuste sazonal.        

O setor de Tecidos, vestuário e calçados apresentou queda de 18,2% nas vendas frente a maio de 2022, quarto consecutivo no campo negativo. No ano, o setor acumula perda de 9,7%, até maio, intensificando o ritmo de queda dos últimos meses. A intensidade de crescimento também se reduziu no acumulado em 12 meses: -7,9% até abril para -10,3% até maio.

O grupo de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc., apresentou queda de 17,4% nas vendas frente a maio de 2022, 13º resultado negativo para o indicador interanual. O setor tem sido afetado pela redução de lojas físicas de grandes cadeias. O acumulado no ano foi de -12,4% até abril para -13,5% até maio. O acumulado nos últimos doze meses foi de -12,2% até abril para -13,1% em maio.

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria teve redução de 6,7% nas vendas frente a maio de 2022, mesmo patamar de queda de abril de 2023 frente a abril de 2022: -6,6%.  O acumulado no ano foi de -0,5% até abril para -1,5% em maio. O acumulado nos últimos 12 meses recuou de 6,6% até abril para 4,5% até maio.

As vendas do setor de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação recuaram 4,9% frente a maio de 2022, contra -5,8% em abril de 2023, frente a abril de 2022. Ao longo do ano de 2023, o indicador interanual registrou dois meses com resultados positivos e três no campo negativo. No ano, o setor acumula redução nos ganhos pelo quinto mês consecutivo e registrou 0,9% até maio. També houve redução no ritmo de crescimento do acumulado dos últimos 12 meses, que chegou a 1,9% em maio.

O volume de vendas da atividade de Combustíveis e lubrificantes cresceu 10,8% frente a maio de 2022, somando 16 meses consecutivos de crescimento. No ano, até maio, o setor acumula 15,5%, 1,4 p.p. abaixo do valor até abril (16,9%). O acumulado nos últimos 12 meses se manteve no mesmo patamar nos últimos quatro meses e chegou a 21,0% em maio.

O grupamento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria apresentou aumento de 7,6% nas vendas frente a maio de 2022, terceiro mês consecutivo de alta. No ano, até maio, o setor acumula  1,9%, patamar superior ao acumulado até abril (0,5%), indicando intensificação do ritmo de crescimento do setor. O acumulado nos últimos 12 meses fechou em 3,9%, similar aos dois últimos levantamentos.

O setor de Hiper, supermercados, produtos  alimentícios, bebidas e fumo apresentou crescimento de 1,5% nas vendas frente a maio de 2022, contra aumento de 3,3% em abril de 2023,  no indicador interanual.  Em relação ao acumulado no ano até maio, ao passar de 2,8% até abril para 2,5% no mês de referência, a atividade mostra estabilidade no ritmo de ganhos em 2023. O acumulado nos últimos 12 mesesfoi de 2,1% até abril e de 2,3% até maio.

A atividade de Móveis e eletrodomésticos variou 0,3% nas vendas frente a maio de 2022, resultado seguido de uma queda de 3,8% em abril, no indicador interanual.  Em relação ao acumulado no ano, os dois últimos resultados se mantém em patamar abaixo de 1,0% de crescimento: 0,8% até abril e 0,7% até maio. No acumulado nos últimos 12 meses, o resultado até maio foi de -3,3% em maio, 20º consecutivo registrando perdas.

As vendas de Material de construção cairam 2,0% frente a maio de 2022, quarta queda consecutiva.  O acumulado no ano é de -3,8%, uma perda menos intensa do que a de abril (-4,3%). O acumulado nos últimos 12 mesesfoi de -8,3% até abril para -7,8% em maio.

As vendas do grupo Veículos e motos, partes e peças subiram 1,6% frente a maio de 2022, invertendo trajetória de abril (-2,0%), ante o mesmo mês do ano anterior. O acumulado no ano até maio foi de 3,3% até abril para 2,9% em maio.

O acumulado nos últimos 12 meses foi de -1,4%. Esse indicador tem variado entre -1,4% e -1,7% desde dezembro de 2022 (-1,7% até dezembro de 2022; -1,5% até janeiro 2023; -1,4% até fevereiro; -1,5% até março; e -1,4% até abril).

No caso do Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, a comparação com o mesmo mês do ano anterior teve resultado positivo pelo terceiro mês consecutivo: 5,4% frente a março; 12,0% em abril; e 18,1% em maio. No ano, o setor acumula ganhos de 5,6% até maio, resultado superior ao acumulado até abril (2,4%) .

Vendas mostram redução em 23 Unidades da Federação em relação a abril

Em maio, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista teve resultados negativos em 23 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Alagoas (-5,9%), Rondônia (-5,3%) e Paraíba (-4,6%). Já as variações positivas, foram em três das 27 UFs: Tocantins (1,8%), Maranhão (0,4%) e Minas Gerais (0,4%), enquanto o Amazonas teve estabilidade (0,0%).

Na mesma comparação, o comércio varejista ampliado teve resultados negativos em 22 das 27 UFs, com destaque para: Mato Grosso do Sul (-7,0%), Maranhão (-4,8%) e Minas Gerais (-4,7%). Por outro lado, pressionaram positivamente cinco UFs, com destaque para Pará (5,8%), Ceará (2,3%) e Amazonas (1,9%)

Na comparação anual, vendas caem em 11 das 27 Unidades da federação

Frente a maio de 2022, as vendas no comércio varejista recuaram em 11 das 27 UFs, com destaque para: Rio Grande do Sul (-4,8%), Rondônia (-4,6%) e Piauí (-4,5%). Por outro lado, houve variaçãoes positivas em 16 UFs, com destaque para Tocantins (17,1%), Maranhão (12,2%) e Mato Grosso  (6,0%).

Já o comércio varejista ampliado teve resultados positivos em 19 das 27 UFs, com destaque para: Tocantins (19,4%), Pará (15,7%) e Bahia (11,5%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 8 UFs, com destaque para: Mato Grosso do Sul (-14,0%), Distrito Federal (-4,4%) e Goiás (-3,8%).

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