Quem lembra da Fiat Elba que ficou marcada como o carro que derrubou o presidente Fernando Collor de Melo?
O ano era 1992 e segundo investigações da época a compra desse carro foi feita com dinheiro oriundo de contas fantasmas de PC Farias que foi operador de Collor na campanha de 1989. No final desse mesmo ano o presidente renunciou com o intuito de preservar seus direitos e ganhar sobrevida política.
Curiosamente também no ano de 1992 foi fundada na Avenida Coronel Brandão no centro de Colinas a empresa DISVALI, CONSTRUTORA E LOCADORA DE MÁQUINAS E VEICULOS DO VALE DO ITAPECURU LTDA, seus fundadores foram os irmãos Carlos Brandão, José Henrique e Marcus Brandão.
Ainda em 1992 José Henrique é eleito prefeito de Colinas e já no primeiro semestre do primeiro ano de mandato, Lidenor Façanha Junior, também conhecido como Junior “Cabeção” sacou dois cheques de duas empreiteiras em convênios federais para a construção de 30 km de estradas vicinais. Com os cheques sacados na “boca” do caixa ele depositou o valor de um cheque na conta da DISVALI, que tinha o próprio prefeito como sócio e o valor do outro na conta de Marcus Brandão, irmão do prefeito na época.
Em 1996 o TCU descobre que em vez de 30 Km a DISVALI fez apenas 3km e numa auditória descobre o destino do valor sacado e condenam a empresa a devolver o dinheiro. Em 2001 quando ainda tramitava a investigação do TCU e com receio de ações de improbidade José Henrique passou as suas cotas para os filhos ainda menores, incluindo Daniel Brandão, que só se retirou da sociedade dias depois de ser empossado como Presidente do TCE em 2023.
Voltando um pouco na cronologia do tempo, no dia 12 de maio de 2022 a DISVALI depositou na conta do assassino confesso do crime do Tech Office, Gilbson César Soares Cutrim, a quantia de R$ 3.000,00 (três mil reais) conforme foto do comprovante de transferência.
Nessa época o atual presidente do TCE ainda era sócio da DISVALI. Com o vazamento desse comprovante e de outras relações de pagamentos com a família do Gilbson Cutrim fica cada vez mais difícil para Daniel Brandão negar que não tinha qualquer relação com o que aconteceu naquele fatídico dia no Tech Office, além dos seus desdobramentos.



