O governador Carlos Brandão partiu para Brasília em busca do que podemos chamar de uma espécie de “traição premiada”, onde, depois de não cumprir o acordo com o próprio presidente, acha que tem musculatura política para emparedar o PT, forçando a declarar apoio ao sobrinho para o governo do Estado.
Brandão parece sofrer de uma síndrome chamada “mentira patológica”, também conhecida como mitomania, uma dificuldade em aceitar a verdade e ainda criar uma realidade paralela, de acordo com a sua conveniência.
O futuro repetindo o passado
No final do ano passado, as notícias diziam que o governador perderia o PSB, mas mesmo assim, depois de sair de uma reunião com o presidente nacional do partido, João Campos, o governador disse, sorridente, propagando pela sua mídia aliada, que estava “tudo bem” e que não perderia o partido. Mas a realidade veio junto com a humilhação de ter o PSB tomado de um governador sentado na cadeira.
Mesmo com o exemplo do PSB, Brandão continua vivendo em uma realidade paralela, e, pior, mesmo traindo seus aliados e o próprio Lula, o governador ilude seus aliados e a imprensa, tentando passar a impressão de que terá o apoio do presidente no projeto familiar que encampou. Com a única justificativa de que tem o poder do Estado nas mãos e acreditando em pesquisas ilusórias, encomendadas pelo próprio governo.
Mas a realidade já está batendo na porta. Com apenas sete meses de governo pela frente, vendo o sobrinho não decolar nas pesquisas reais e prefeitos aliados já declarando apoio para adversários, Brandão se recusa a enxergar o que todo mundo está vendo, o fim da breve era de poder da família Brandão e o temor de uma declaração de apoio de Lula a Felipe Camarão, o que colocará o “projeto sobrinho” bem longe da polarização forçada que os leões tentam empurrar goela abaixo na população.
