O cenário da sucessão no Maranhão segue em clima de narrativas polarizadas. Algumas oníricas, outras bem pé-no-chão. Qual é qual fica por conta da audiência.
Nos últimos dias surgiu uma proposta de reunificação do grupo de Lula no estado. Brandão no senado, Orleans de vice e etc e etc… Um melzinho na chupeta para o governador. A proposta foi levada pela presidente da comissão provisória que comanda o PT, Patrícia Carlos, em nome da Direção Nacional.
Apesar da oferta gorda o governador deu de ombros e disse que o projeto pessoal dele já estava decidido, montado e em andamento: o sobrinho pra governador, Iracema de vice, Roseana e Weverton no senado. Dizem que Patrícia ofereceu, por conta dela, Iracema pelo PT, para governadora, mas Brandão também negou.
As negativas de Brandão jogam por terra qualquer possibilidade de acordo. A mídia padrão ligada ao Palácio diz que Brandão afirma não haver nenhum clima para acordos; que acredita na “neutralidade” de Lula e que realmente creem que essa chapa vai vencer.
Havia uma notícia da vinda de um negociador de Brasília, Zé Dirceu, homem-forte de Lula. Mas, por conta da batida de martelo de Brandão, quando diz não para o Presidente da República pela 4ª vez, parece que, definitivamente, o PT fica fora da chapa dos Leões. E, não havendo mais lastro para negociações, Zé Dirceu nem vem mais.
Sendo assim, Lula também não recebe mais Brandão em Brasília e o que sobra à parcela do PT maranhense que luta por Brandão é mudar de partido ou abraçar os partidários e seguir rumo à luta com a candidatura própria.
O vice-governador Felipe Camarão avalia que “Na política, já fizemos tudo que estava ao nosso alcance para alinhar o time do Lula no Maranhão. Brandão não quis. Negou. Prejudicou Lula com seu projeto oligarca familiar”.
No viés dessas narrativas, há informações de bastidores que afirmam que o próprio grupo familiar do governador está dividido. A maioria prega a candidatura de Carlos Brandão ao senado, mas o Marcus Brandão não arreda o pé da candidatura do filho, antecipando até um lançamento de candidatura, de pré-campanha, numa atitude intempestiva e improvisada que deixa margem para se considerar a realidade que o grupo se encontra.
A agenda corre independente de vontades ou ações. E a próxima data fundamental é o 4 de abril, quando todos os pretensos candidatos que precisam se desincompatibilizar devem estar livres para sê-los. Por enquanto restam os paus, as pedras os fins de caminho, e os restos de toco das águas de março.
