quarta-feira, 29 abril, 2026

Nas eleições de 2022, o então governador Flávio Dino havia avisado que sairia do governo em abril e que um candidato deveria ser escolhido pelo grupo. Um dos nomes na fila era o do vice-governador Carlos Brandão. Mas estava longe de ser uma unanimidade no grupo.

Apesar de muitas lideranças demonstrarem desconfiança do nome de Brandão ao governador, a falta de coesão sobre um nome fez com que Carlos Brandão fosse o escolhido. A escolha já trouxe algum desequilíbrio ao grupo, porque muitos se incomodavam com sua origem de político de direita (tucano de ninho), no qual não se podia confiar para tocar o projeto de estado em andamento.

Naquelas eleições, que já começam com níveis de desconfiança grande, ainda  houve outras coisas desfavoráveis ao grupo que estava no comando do Palácio dos Leões. Um problema de saúde grave afastou o já governador e candidato Carlos Brandão. Ficando a campanha nas mãos de Felipe Camarão, que cumpria todas as agendas.

Em 2022 o sobrinho do governador era o mesmo de hoje: apenas o sobrinho do governador, só que ninguém sabia que ele existia. E, naquele tempo, quando Brandão convalescia num hospital de São Paulo, passando por cirurgias e tratamentos de saúde, Felipe Camarão seguia, com todo o grupo, na campanha pelo governo do estado.

Se não fosse um grupo forte, coeso, com foco, a eleição teria ido para o beleléu. Alguém se lembra disso? Alguém se lembra onde estava o sobrinho do governador nesse tempo? E o pai dele, quem era? Apenas alguém um tanto conhecido… em Colinas.

Era tempo de campanha e tudo corria sob um projeto de estado construído e executado nos últimos 8 anos e que continha um grupo tão grande, tão diverso, tão representativo, que poderia se renovar no seu próprio interior.

Mas campanha é campanha e mandato é mandato. E aí tudo muda, O grande projeto se apequena e, atualmente, se transformou num reles projeto familiar, onde a ordem no interior do que restou do grande grupo político é a subserviência, a pressão e o medo.

Sobre tudo isso, um governador sem carisma, sem liderança e obrigado a negar a estrutura e os acordos que o levaram ao poder. Poder este, ao qual jamais chegaria com as próprias pernas e ideias. O maior exemplo disso são as negativas das estratégias que o fizeram governador.

A última negativa foi publicada nesta sexta-feira 13, no Jornal Folha de São Paulo.  A reportagem diz que “Integrantes do PT, do Palácio do Planalto, e até do governo Brandão afirmam que havia um acordo para que o governador deixasse o cargo em abril para concorrer ao senado. Assim, o vice assumiria e disputaria o cargo no governo”. Porém o governador afirma que “Nunca houve esse acordo de apoiar o Felipe Camarão”.

O vice-governador respondeu através de rede social. Dizendo: “Teve acordo. Foi com PT Nacional, com todos nós e foi público. Já foi confirmado várias vezes (exemplo no vídeo abaixo). Só vencemos por causa de Lula/PT (garantido por eu ser o vice) e pela força/popularidade de Flávio Dino. Ocorre que será descumprido por razões familiares, por causa do programa segundo emprego para o sobrinho e pela traição ao povo do Maranhão. Da minha parte, só posso pedir desculpas por ter ajudado a eleger a neo oligarquia e dizer ao povo: serão derrotados em outubro!”. veja o post e o vídeo Aqui

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