segunda-feira, 20 abril, 2026

O campo majoritário do PT parece ter convertido o velho ditado popular “o cesteiro que faz um cesto faz um centro” em método político. Em momentos decisivos, alinhou-se a Roseana Sarney e a Lobão Filho contra as forças democráticas e populares. Agora, repete o movimento ao se alinhar  à reorganização do campo oligárquico em torno de outra família, estruturada na forma de clã e portadora de sobrenome imperial.

Esse padrão ajuda, igualmente, a compreender a judicialização do PED. As correntes em disputa compartilham, em larga medida, a mesma visão política e estratégica. O conflito real não é de projeto, mas de controle da máquina partidária e do valor político da sigla, do CNPJ e da estrela nas negociações públicas e privadas.

Isso expõe outra dimensão do problema, que ajuda a iluminar as anteriores. Na prática, determinadas correntes do PT passaram a atuar cada vez mais como grupos de interesse, organizados em função dos projetos políticos e eleitorais de suas lideranças, chefias e comandantes, que administram suas estruturas como franquias em disputa por espaço, influência e mercado.

Por isso, não há nada de surpreendente na presença dessas honoráveis lideranças no evento de Orleans Brandão. Estão, politicamente, onde estiveram ao longo das últimas décadas, ou seja, ao lado de arranjos oligárquicos e cada vez mais distantes de um projeto democrático-popular. Pelas imagens divulgadas nas redes sociais, a satisfação estampada nos rostos e o entusiasmo adesista indicam, sem dúvida nenhuma, que estão em casa.

Prof. Xico

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