O terceiro lançamento da pré-candidatura do sobrinho do governador, na tarde de sábado (14), no Multicenter Sebrae estava com capacidade do local esgotada, ou seja, os 6500 lugares disponíveis no pavilhão coberto estava repleto de caravanas de prefeituras mais próximas ao grupo Brandão. Números bem diferentes dos divulgados pela imprensa aliada ao Palácio dos Leões; e essa é apenas a primeira de algumas “fakeadas” do “Orleans Fest”.
Mesmo a direção nacional do PT rechaçando o apoio a candidatura do sobrinho do governador, a organização do evento teve uma ideia brilhante de colocar um Lula de papelão, mais uma foto gigante do presidente ao lado do governador e do seu sobrinho para, mais uma vez tentar falsear os fatos. Além disso, vale ressaltar que não estavam presentes o deputado federal Rubens Jr e nem o Coletivo Nós, os únicos com mandatos legislativos do PT maranhense.
O discurso do governador é um capitulo à parte; é impressionante como ele pensa que a população acredita que ele esta fazendo um bem para o Estado ao tentar eleger o sobrinho dele e ainda vai além dizendo que conseguiu tirar um milhão de pessoas da extrema pobreza depois de lançar o Maranhão Livre da Fome, um programa que usa a base do Bolsa Família e, sem dado nenhum, garganteia que acabou com o sofrimento dessas famílias, somente para atingir o ex-governador Flávio Dino, demonstrando na verdade a sua verdadeira face de traição e ingratidão.
Outro ponto alto do “Orleans Fest” foram as ausências que demonstram muito mais que as presenças repetidas do núcleo mais próximo do governador, como a não vinda de nenhum cacique do MDB nacional para a candidatura do presidente estadual do partido no Maranhão, não vimos o Baleia Rossi, o Ministro Renan Filho e nem o vizinho Helder Barbalho deram o ar da graça, nem mesmo o longevo Sarney estava presente, uma vez que ele tem demonstrado vitalidade em várias agendas no Estado.
Mas a ausência mais significativa foi a da primeira-dama Larissa Brandão, que tem externado aos quatro cantos do Maranhão que é contra o “sacrifício” do marido para tentar eleger o filho do desafeto Marcus Brandão.
De resto, o mais do mesmo, discursos falaciosos como justificativa do familismo político até as indefinições da chapa majoritária que foi jogada pra murro no chapão, com Weverton Rocha e Pedro Lucas embaixo das fotos do segundo pior governador do Brasil, e há quem diga que foi um grande ato em prol do Maranhão.
