quinta-feira, 21 maio, 2026

A imprensa aliada ao Palácio dos Leões alardeou ontem que o convite institucional feito ao governador para ir a posse do Ministro José Guimarães em Brasília poderia representar uma mudança de rumos na decisão do presidente em não apoiar o sobrinho do governador.

Desesperados e com medo de perder seus cargos no governo, os brandopetistas sobrevivem a cada esperança dada ao governador de ter o presidente no palanque do sobrinho e mesmo sabendo da decisão pessoal do próprio Lula, eles ainda continuam alimentando Brandão e pior, além da ilusão, está a exposição da sua fragilidade e a constatação do tamanho real do governador em Brasília recebendo o tratamento adequado de quem traiu politicamente o Presidente da República.

A resposta foi silenciosa, Lula não trocou uma palavra sequer com Brandão e mesmo estando sentado a pouco mais de um metro de distância no palanque, o presidente ignorou o governador do Maranhão e toda a sua comitiva composta por Iracema Vale e Orleans. O sobrinho do governador foi a tira colo para tentar pelo menos uma foto ao lado do Lula, mas não conseguiu e ainda frustrou a imprensa aliada que já estavam com os textos prontos para alardear uma proximidade utópica que nunca existiu.

Por trás das narrativas que criam cenários distantes da realidade está a política real e pragmática, as pesquisas feitas pelo do PT deixam claro que não existe a menor viabilidade eleitoral da candidatura do sobrinho do governador e segundo um membro da direção nacional do partido, embarcar num projeto familiar desse tipo num dos estados mais pobres do país pode respingar negativamente na campanha do presidente Lula numa eleição altamente polarizada.

Outro fator que afasta definitivamente qualquer possibilidade de apoio ao sobrinho do governador é a viabilidade eleitoral de Felipe Camarão quando é colocado como único candidato de Lula no Maranhão, o currículo e a experiencia administrativa do vice-governador na foto oficial com o Presidente deixa a candidatura própria do PT muito competitiva, com chances reais de levar a eleição para o segundo turno.

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