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No Maranhão Lula é Sarney Futebol Clube

Quem não lembra daquele canto das torcidas para enaltecer os jogadores que decidiam as partidas?

Recordar.é viver, fulano acabou com você.”

O ano era 2002, o Brasil celebrava o penta campeonato mundial e também a eleição do primeiro presidente genuinamente de esquerda no país. A euforia e a esperança eram enormes, mas o Lula já não era mais aquele do sindicato dos metalúrgicos e a  “gourmetização” do saudoso Duda Mendonça o transformou no Lulinha paz e amor, começava ali o seu relacionamento com o famigerado centrão e essa tal de governabilidade.

Na reta final do primeiro mandato surgiu o escândalo do mensalão que abalou o governo naquele momento com Roberto Jeferson entregando o esquema capitaneado por José Dirceu, que era o operador do arrego dos parlamentares naquela época. O clima ficou muito tenso, mas Sarney e Renan Calheiros mataram no peito e seguram a pressão abrindo as portas da casa grande para o ex metalúrgico, mas as faturas com certeza seriam cobradas no estilo Dom Vito Corleone do clássico o poderoso chefão.

Nas eleições de 2006, Jackson Lago do PDT teve uma vitória histórica derrotando Roseana Sarney com apoio de Lula enchendo o Maranhão de esperança para um governo legitimado pela classe trabalhadora, mas a euforia deu lugar a frustração com um golpe profundo na democracia maranhense. Roseana toma o governo no tapetão com um processo forjado pelo “obreiro” Chiquinho Escórcio e uma atuação decisiva  do honorário ministro Eros Grau nomeado por Lula para o STF.

Lula que já tinha se distanciado da esquerda raiz pagou a fatura virando as costas para a luta dos trabalhadores maranhenses devolvendo o território feudal a família Sarney.

Lembram do canto no início do texto, poderia ser assim não é ?

Recordar é viver, o Lula acabou com o PDT.”

E assim caminhou o Brasil e o Maranhão, mensalão, atos secretos, refinarias sem petróleo e esquemas.ilusorios até Flávio Dino chegar ao poder e “acabar” de vez com a oligarquia.

Confesso que nunca entendi muito bem essa bandeira  de Dino em acabar com a oligarquia tendo como vice um membro umbilical do grupo Sarney, o resultado é que depois de 7 anos e meio o Maranhão voltou a ser pacificado.

Flávio Dino foi promovido ao STF, Brandão governando com parentes, Lula indo jantar na casa grande e a militância no sol quente tremulando as bandeiras aplaudindo Sarney sob os olhares da poesia atemporal de Renato Russo.

“Mudaram as estações e nada mudou..

Se lembra quando a gente

Chegou um dia acreditar…”

O engodo do maior São João do Mundo

Para entender melhor a origem desse título é preciso voltar um pouquinho no tempo.

O ano era 2022, um ano de eleição para o governo do Estado, Carlos Brandão já era  governador, mas enfrentava dificuldades no eleitorado de São Luís, para conter o avanço de Weverton Rocha e Lahésio Bonfim na capital escalou o vereador Paulo Vitor com o objetivo de trazer os vereadores para o lado governista, missão dada missão cumprida, porém foi obrigado a prometer mundos e fundos aos colegas famintos por espaços atropelando a presidência de Osmar Filho que trabalhava em prol do senador pedetista, mas acabou priorizando a sua eleição e fugiu dessa bola dividida.

Havia também uma demanda reprimida em virtude da pandemia e com dois anos sem São João meus amigos os maranhenses estavam subindo pelas paredes com saudade das festividades.

Paulo Vitor era um rolo compressor, passou por cima de Astro de Ogum que até então tinha muita liderança no segmento da cultura popular, mas sem força no governo teve que assistir de camarote a ascensão do PV que foi pra cima e bradou aos quatro cantos que iria fazer o maior São João do mundo, nunca fez, porém nascia ali a maior forçação  de barra da história da nossa cultura colocando o nosso São João como o maior do mundo.

De resultado pouco efetivo para quem realmente faz a cultura do Maranhão e invencionices como uma travessia boieira e bandeirinhas na ponte do São Francisco, Paulo Vitor virou secretário de cultura trazendo na bagagem um modelo aprimorado de gestão para a pasta, a SECMA como produtora de eventos nacionais, se antes era mais tímida a contratação de artistas de outros estados, agora a turma do PV estava no palco, no som e na luz, vumbora que vai dar certo, esse era o lema segurando a mangueira em cima do carro pipa.

Não deu, o homem que peitou Braide achando que ia ser vitorioso deu um passo maior que a perna, queimou a largada e na disputa midiática com o prefeito levou a pior, não conseguiu nem arranhar a imagem do chefe do executivo municipal, perdeu a secretaria de cultura e não conseguiu sequer ser candidato a prefeito pelo grupo do governador.

Para a cultura deixou o seu maior legado, Yuri Arruda, um gestor que disse abertamente que para ser secretário de cultura não precisa entender de cultura, não precisamos falar mais nada não é?

Mas o resultado está posto, verbas milionárias e antecipadas para atrações nacionais de outros segmentos enquanto as brincadeiras maranhenses ficam um ano sem receber os valores ínfimos que não representam o seu valor, a praia grande que é o nosso maior atrativo turístico sem as tradicionais bandeirinhas e sem um arraial sequer, verbas que deviam ser destinadas ao fomento entregues a empresas privadas para exploração de camarotes e por ai vai.

Será que podemos chamar isso de maior São João do Mundo mesmo?

Segundo a revista da companhia aérea azul em sua matéria especial de capa desse mês, o São João do Maranhão não foi colocado sequer entre os dez destinos mais procurados do nordeste, ou seja, a demanda de turistas para São Luís nesse período não é essa coisa toda que o governo tenta empurrar goela abaixo, mas acredita quem quiser ou pelo menos fingir que é verdade, mas que é vergonhoso isso é.

Além do São João da Thay, Maranhão terá mais 4 projetos milionários

De acordo com o diário oficial, o governo do Estado através da secretaria de Cultura do Estado aprovou mais quatro projetos milionários para o São João do Maranhão, anunciado como maior do mundo, mas que na verdade é uma boa fábula, porém sem o boi e muito menos o miolo.

veja abaixo a relação dos agraciados:

  • São João de emoções e encantos com valor de 1.499.680,00 em favor da empresa C A Entretenimento e Produções. 
  • Brilho e Magia do São João com valor de 1.493.500,00 em favor da empresa Santa Teresinha Empreendimentos 
  • São João de encantos e tradições com valor de 1.999.230,00 em favor da empresa JS Produções e serviços Ltda.
  • Viva o São João do Maranhão com valor de 1.998.715,00 em favor da empresa Y98 Produções e Entretenimento. 

Procuramos o secretário de Cultura e o seu adjunto para obtermos mais informações, como local e atrações desses eventos, mas não obtivemos respostas. A julgar pelo valores aprovados pelo governo do Estado esses arraiais devem ser gigantescos, dignos realmente dos maiores eventos do mundo.

De acordo com o que já saiu na imprensa oficial e oficiosa, o maior São João do mundo, que sé existe no nordeste, está apostando todas as suas fichas na arena do Barreto (não é aquela do famoso rodeio de SP embora a vaquejada nesse governo tenha virado mérito cultural) montando uma mega estrutura de camarotes e arena de shows com grandes nomes da música brasileira, um padrão cheio de mãos que todos já conhecem.

A conta será paga segundo o governador por um grande empresário filantropo desconhecido, então se o governador falou ta falado. Mas bem que esse cidadão bem intencionado que bancou a destruição da pista de atletismo no complexo esportivo do castelão(dizem que vão entregar uma nova) poderia construir um novo circo da cidade uma reclamação antiga dos fazedores de cultura da capital.

Mas fora esse grande evento da cultura sem cultura maranhense no Barreto não temos notícias de onde acontecerá esses quatro grandes projetos e tomando por base outro ponto curioso dessa fábula de maior São João do mundo que foi o São João da Thay já imaginamos o que vai acontecer.

Enquanto isso, não vemos sequer o nome das atrações maranhenses nas divulgações e muito menos bons espaços nas apresentações o que constata que nossa tradição cultural foi deixada de lado em prol de um modelo empresarial que perdeu espaço na iniciativa privada e agora se escora no poder público tirando o pão dos que realmente carregam nossas tradições culturais.

Resista São João, seja resiliente que tudo isso vai passar.

 

Inaldo Pereira prefeito de Paço do Lumiar

Paço do Lumiar: a primeira canetada é…

A população de Paço do Lumiar é a senhora do seu destino e naturalmente vítima das suas escolhas. Décadas de atraso social, político e econômico que impactam diretamente na qualidade de vida dos que habitam o município.

A lista de políticos e prefeitos condenados por envolvimento em corrupção na cidade luminense é extensa com protagonismo dos que sentaram na cadeira do executivo desde 1997.

O clã Aroso ficou famoso pelos escândalos, prisões e tornozeleira eletrônica quando esse acessório ainda era novidade por aqui. Mabenes Fonseca que se elegeu com o discurso de prefeito humilde, mas manteve a tradição condenado por utilizar recursos do FUNDEF sem licitações.

Já Raimundo Filho foi o mais rápido no gatilho batendo o recorde de contratar e pagar sem licitação uma construtora com apenas 4 dias de mandato substituindo a famosa Bia Venâncio. De lá até aqui foi um festival de escândalos, Josemar Sobreiro, Núbia Dutra que foi tirada pela polícia da prefeitura num caso parecido o famoso Tio Paulo da atualidade.

A galeria ganhou uma foto recente, a da prefeita Paula da Pindoba que foi recentemente afastada pela justiça e no seu lugar assumiu o vice prefeito Inaldo Pereira que na sua primeira canetada nomeou a esposa, o primo e o genro para cargos do primeiro escalão da prefeitura.

Pegando carona num meme que tem feito sucesso na internet onde um personagem imitando a morte com uma foice está em busca da próxima alma.

“Hum, é assim que eu gosto, Amostradinho.”

Mas na real, seria cômico se não fosse trágico e enquanto isso as eleições estão chegando, quem será a bola da vez ?

Raimundo Oliveira, o fantoche da banca

Todos estão acompanhando a disputa entre o SINPROESSEMA e o Governo do Estado pelos milhões dos precatórios da educação.

Desde o ano passado quando o governo federal aprovou o pagamento dos valores do FUNDEB aos professores, Governo e Sindicato passaram a correr atrás cada um do seu quinhão.

Primeiro foi o governo que tentou ficar com os juros do montante  e o direito de usar a sua parte em outras áreas além da educação. A ação onde tentou abocanhar os juros em cima do valor total não teve êxito, mas garantiu o direito de usar os juros referente aos 40% em outras áreas do governo, o que já configura uma perda significativa para educação deixar de receber esses recursos que poderiam ser investidos em melhores condições para o ensino no Estado.

Na outra ponta da corda está o SINPROESSEMA que atuou contra a possibilidade dos juros referentes ao percentual dos docentes irem parar na mão do Estado e é aí que a vaca passou a não respeitar os bezerros.

O Sindicato que na sua essência serve para defender os professores passou a defender com unhas e dentes uma banca de advogados de olho nas cifras que chegam a mais se 400 milhões de reais.

Aliás, uma coisa que falta em todo esse imbróglio é uma coisa chamada transparência.

Não sabemos ao certo o número de professores ativos e inativos beneficiados, além dos critérios para os cálculos essa partilha.

Mas que é mais estranho nessa história é a relação entre o percentual dos honorários advocatícios e o valor que foi divulgado que gira na ordem dos 430 milhões de reais.

A julgar pelo empenho do Presidente do SINPROESSEMA, Raimundo Oliveira, chegando ao ponto de partir para o ataque comprando mídia em horário nobre para atacar o Secretário e Vice Governador Felipe Camarão, o cachê de ventríloquo deve ser muito alto a ponto de passar por cima do ideário do Partido dos Trabalhadores; se bem que nesse aspecto ele ainda não deva ter tido tempo de conhecer a cartilha do PT, uma vez que ingressou em suas fileiras recentemente.

 

 

A cidade amanhece sem água, sem ônibus, sem governo e nunca terá

A cidade amanhece sem água, sem ônibus, sem governo e nunca terá

Parece problema de meados do século XX, de uma república de bananas qualquer encravada na imensidão selvagem da América do Sul… Roteiro de filme irresponsável, como um sem percentagem das produções roliudianas. Ou a São Luís do século 19 quando Ana Jansen manipulava a distribuição de água na capital Timbira, feita sob carroças puxadas por cavalos ou bois…

“Mudaram as estações, nada mudou”… outro roteiro de música ingênua de Renato Russo cabendo na nossa capital de mais de um milhão de habitantes, onde os princípios ainda se firmam em costumes (?) monárquicos de séculos passados.

A única coisa que parece transcorrer na hipermodernidade, ou modernidade líquida é que as notícias pipocam nas redes sociais: grupos de porteiros, supervisores ou de síndicos, que anunciam mais um desespero na chegada ao trabalho, uma vez que não tem transporte coletivo das “cidades dormitórios” que fornecem profissionais para a “corte”, mas também não chegou a água do “dia de sim” e as cisternas estão vazias…

“E ainda assim, ela gira”… mesmo que nos grupos de jornalismo, de blogueiros nada, ou quase nada se fale, porque a greve é de responsabilidade do governo do estado.  Transporte semiurbano da famigerada MOB, a água da famigerada CAEMA e tantos famigerados…

Resta vir um magistrado com sua “varinha mágica” e decretar a greve: ilegal (mas é de responsabilidade do governo!!!! – mas vai sobrar para o sindicato! rsrsrsrs), e, pronto! “missão cumprida!”.

Enquanto isso na “fundição do jeitinho”, se forja um, quer dizer, constrói-se uma legislação para nomear parentes, homenagear cretinos ou impedir piercing e tatuagem em cachorros (que cagam e mijam a cidade inteira), ou pra dar passagem de graça para “cegos em quartos escuros, procurando gatos pretos que não estão lá”, embora o transporte esteja paralisado porque “nãoseiquem disse que pagou, mas nãoseiquem disse não recebeu e nãoseiquem resolveu parar da noite para o dia e a generalidade de trabalhadores, empresários e todo mundo que se foda.

Mas a construção da justiça e da dignidade humana, não. Definitivamente, não! Isso é com a torcida. Água, transporte coletivo, limpeza urbana, sustentabilidade, cidadania: só arrumando um “bando de macho, com testosterona” para resolver isso na bala, no chute e no grito. Né, Coronel?!

P.S: A última frase contem ironia.

Pastor Gil, Detinha e Alan Garcês colocando a política acima da vida

Não causam mais nenhuma estranheza as posições assumidas pelos parlamentares da dita direita maranhense, sejam eles estaduais ou federais.

O último capítulo da insensatez dos deputados “conservadores” do Maranhão foram os votos favoráveis pela soltura de Chiquinho Brazão, que é acusado de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu Motorista Anderson Gomes. Crime esse que teve clara obstrução de membros da polícia civil do Rio de Janeiro caminhando a passos lentos até a entrada da Policia Federal no caso, que foi fechando o cerco até a delação premiada de Ronnie Lessa, que deu detalhes de toda a operação.

Vale ressaltar que pelo menos cinco pessoas envolvidas diretamente foram assassinadas no decorrer das investigações, num claro caso de queima de arquivo, o que, segundo alguns especialistas, levou Lessa a fazer a delação, sua única chance de se manter vivo e a sua família.

Vale ressaltar mais ainda que todos esses assassinatos foram cometidos enquanto Brasão mantinha seu poder e influência agindo livremente em Brasília e no Rio de Janeiro.

Porém o que é mais revoltante, é assistir impotente três parlamentares maranhenses, um pastor, um médico e uma mulher tal qual a vítima Marielle Franco, votarem a favor da soltura de um de um elemento como Brazão, um homem que se manteve impune através do medo e ameaças de um tempo que já não deveria existir mais no Brasil. Mas os ditos conservadores insistem em viver sob a luz diáfana de um passado que causa vergonha a quem defende a vida de verdade.

“Seus, Párias e famiglias” um lema que seria mais apropriado para o momento que vivemos no Brasil.

 

Sindicato dos Bancários faz protesto contra fechamento de agência bancária na Praça João Lisboa

O Sindicato dos Bancários realizou nesta quinta-feira (11) um ato público para denunciar o fechamento da agência do Banco Santander, da Praça João Lisboa, em São Luís, fechamento previsto para o próximo dia 1º de maio, embora o banco não tenha dado publicidade à população.

De acordo com o diretor do sindicato, Marcelo Bastos, a medida vai prejudicar os bancários e os mais de 14 mil clientes da unidade, entre correntistas e pensionistas, “algo inadmissível para um banco que lucrou mais de R$ 9 bilhões em 2023” – criticou.

Segundo informações preliminares, os funcionários e os usuários da unidade João Lisboa serão transferidos para a agência da Rua da Paz, o que deve trazer mais dificuldades ao serviço prestado, devido ao aumento do fluxo de pessoas, da superlotação, das filas , além do quadro reduzido de bancários, que já sofrem sobrecarga de trabalho, com o que consideram metas abusivas e medo de demissão.

Durante a manifestação, o diretor do SEEB-MA, Rodolfo Cutrim, denunciou ainda o assédio moral praticado por gestores do banco, uma conduta que está levando os empregados ao adoecimento e até à ideação suicida, conforme denúncias.

“O Sindicato levará o caso do fechamento da agência João Lisboa ao Procon por lesar os consumidores e continuará firme na luta por saúde, mais bancários e mais agências do Santander no Maranhão. Por nenhum direito a menos, vamos à luta” – finalizou o presidente Dielson Rodigues.

O STF no calcanhar de Iracema Vale

O pedido de vistas do Ministro Nunes Marques que parou o julgamento da limiar que suspendeu o processo de “escolha”  do novo membro do TCE, assim como a anulação de reeleição na Assembleia Legislativa do Tocantins tem tirado o sono de Iracema Vale e também do grupo governista.

Na contenda que envolve a “escolha” do novo conselheiro para o TCE, a tropa do governo quer empurrar a todo o custo o Advogado Flávio Costa para vaga. O mesmo que já foi rejeitado pelo TJ-MA por não atender os requisitos para ser desembargador. Sem se importar com a meritocracia para o cargo  a assembleia quer resolver logo o problema e para isso já disse que vai se adequar a lei para que o Adido dos Leões seja o escolhido, tornando o processo legal com a votação de cabresto dos soldados governistas no parlamento, até porque o voto sendo secreto encobre a vergonha de um processo que pode até se tornar legal, mas com certeza é imoral aos olhos de grande parte da sociedade.

De efeito prático esse episódio deixa claro que o Ministro Flávio Dino está mais vivo do que nunca nas decisões políticas do Maranhão e a cada prazo postergado os passos do governo são cada vez mais observados.

A outra querela que vem tirando o sono de Iracema Vale (e de mais Alguém) é a contestação da reeleição antecipada da mesa diretora, fantasma que diga-se de passagem também assombrou Othelino Neto.

A decisão da Suprema Corte anulando a eleição no Tocantins acendeu a luz vermelha no parlamento maranhense, mas para variar os deputados controlados pelos Leões garantem que não terão problema nenhum em votar novamente em quem o governo mandar.

Mas apesar de estar olhando o STF pelo retrovisor, Iracema Vale continua acelerando na MA 402 em busca da eleição do filho em Barreirinhas, o prêmio pactuado pela devoção ao governo.

E como diria o jornalista Marco D’eça, mas isso é uma outra história.

 

 

Dois quadros que cutucam os rumos das eleições, estas e outras

O calendário eleitoral é o compasso cinco por oito, difícil, mas sem ele não há música. Uma data importante, o dia 6 de abril é o prazo para as definições de filiações partidárias, último dia para os partidos receberem, desde soldados até generais que pretendem disputar o pleito de 6 de outubro.

Essa data excita alguns e apavora outros. Quem está com sangue no olho, e tem força e estratégia e etc, vai aderindo, pegando ou tomando siglas sob comandos pífios. Dois exemplos que balançaram o cenário são a tomada do Solidariedade por Flávia Alves, suplente de deputada federal e superintendente do IBAMA no Maranhão e a filiação de Clara Gomes (digo já quem é) ao PSD, partido do prefeito Eduardo Braide.

Flávia Alves é irmã do deputado estadual Othelino Neto (PC do B) remanescente do Grupo Dino e defenestrado do governo Brandão sem nenhuma honra. Agora começa uma reação. Até onde?

Clara Gomes é esposa do deputado estadual Osmar Filho (PDT) (Como assim?), ex-presidente da Câmara Municipal de São Luís. O que isso importa? Importa que, ato contínuo à filiação da esposa ao partido do prefeito, o próprio deputado declarou apoio à reeleição do atual alcaide , sendo que o partido dele já tem um pré-candidato a prefeito: Fábio Câmara.

Estes movimentos têm significados imediatos (eleições 2024) e secundários (eleições 2026). Nós últimos dias explodiu um grito engasgado em muitos remanescentes do núcleo duro do governo Flávio Dino, principalmente no que se refere à manifestação do deputado estadual Carlos Lula (PSB) a respeito da escolha do novo membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), cujo nome devia ser indicado pelo legislativo e foi apenas homologado por este, depois de uma indicação do executivo.

Pressão daqui e dali

A questão Flávia Alves parece uma arregimentação do deputado Othelino Neto, um dos todos poderosos dos tempos dinistas, que ficou no ostracismo total, apesar de ter abandonado seu forte aliado Weverton Rocha (PDT) em prol da candidatura Brandão, seduzido pela vaga de suplente de senado destinada a sua esposa Ana Paula Lobato, que ao fim e ao cabo se tornou senadora da república. Como estamos no meio político, uma oferta irrecusável. Mas o preço da escolha está entre pago e cobrado.

A movimentação desse grupo, que ainda inclui Márcio Jerry (PC do B), Carlos Lula (PSB), Rodrigo Lago (PC do B) entre outros já é uma urtiga, mas pode vir a se tornar um forte grupo de oposição a Brandão e uma pedra no sapato de Duarte Júnior rumo á prefeitura, além de apimentar mexicamente as eleições de 2026, deixando uma culinária bem “ardosa” para mariscos locais.

No outro quadro, a debandada de Osmar Filho rumo a Braide, deixando o candidato do próprio partido no vácuo, demonstra um vigor e uma ambição pessoal do deputado, e um descomprometimento com os valores históricos do PDT: a união. Mas o PDT faz tempo que é um território de discórdia.

Só pra fechar

Nesta última quinta (07) também se abriu a janela partidária, quando os parlamentares municipais estão livres para pular daqui prali e se acomodar como carga nova e parar de ranger o caminhão. Nada além de um coaxar de sapos na chuvarada intensa… a priori…

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