O silêncio ensurdecedor do governador Carlos Brandão, que sequer emitiu uma palavra de apoio ao secretário Raimundo Cutrim, preso pela Polícia Federal por ordem do Ministro Flávio Dino sob a acusação de obstrução da justiça no intuito de encobrir a participação do sobrinho do governador na cena do assassinato no Tech Office, tem deixado aliados da família Brandão ressabiados.
Curiosamente depois que o Ministro Flávio Dino avocou o processo do Tech Office para a sua a relatoria, o Ministério Público do Maranhão e o GAECO deflagaram no dia 15 de junho a operação Benedictio que atingiu o vereador Beto Castro, que é acusado de ter desviado 9,6 milhões em emendas parlamentares.
Outra curiosidade, foi a velocidade que Beto Castro virou réu nessa ação através da Vara Especial Colegiada de Crimes Organizados, onde há apenas 30 dias depois de iniciar a operação, o vereador já se tornou réu juntamente com outras pessoas envolvidas na denúncia.
O silêncio de Brandão com a prisão do seu homem de confiança para o assunto Tech Office e a rapidez da evolução do processo contra Beto Castro, que até outro dia estava fazendo evento para Orleans no Bairro de Fátima, demonstram claramente que Brandão quer tentar tirar sua família da reta e deixar seus aliados pagarem o preço sozinhos.
Enquanto isso, a fila de acertos está só aumentando, porém, ninguém acredita mais na palavra da família Brandão, basta olhar o exemplo do próprio Gilbson, que logo após o crime do Tech Office acreditou na palavra da família Brandão e quase foi vítima de queima de arquivo em Pedrinhas de acordo com investigações da Polícia Federal.
Será que Cutrim vai aceitar ser bode expiatório? E Beto Castro vai ser atropelado mesmo ? E o agente afastado da PF que passava as informações antecipadas vai cobrar de quem o sustento da sua família?
Perguntas que assombram a família Brandão.
