Toda história tem início, meio e fim, mas Raul também disse que poderia ser assim: o início, o fim e o meio. Por outro lado, o instante da decisão sempre aparece o dilema, será que o fim justifica o meio?
A partir dessa pergunta surgem outras que não podem ser extraídas da discussão apenas para alimentar a defesa da quebra do sigilo de uma fonte jornalística, não estamos falando apenas disso, não precisamos usar a hipocrisia para sustentar o corporativismo, é preciso deixar claro quem é essa fonte e por que de fato ela está presa.
Raimundo Cutrim era secretário do governo Brandão, ele substituiu o irmão do governador, Marcus Brandão, quando foi exonerado por determinação do Ministro Alexandre de Moraes no processo que julga os casos de nepotismo na atual gestão do Maranhão.
Raimundo Cutrim está prisão domiciliar por um gesto de benevolência do Ministro Flávio Dino, afinal é público que a Polícia Federal pediu a sua prisão preventiva por ter provas robustas de ele estava obstruindo a justiça ocultando provas para blindar o envolvimento de outro sobrinho do governador no assassinato do caso Tech Office, Daniel Brandão, hoje presidente do TCE. Além disso, Raimundo Cutrim foi gravado tentando convencer a família de Gilbson Cutrim a mudar o depoimento na Polícia Federal.
Foram apreendidas 26 armas de pequeno, médio e de grandes calibres numa casa de Raimundo Cutrim, boa parte delas sem registros segundo apuração da Polícia Federal.
É fato que o jornalista Luís Pablo sabia do risco de ter uma fonte como essa e ainda sim aceitou uma proposta financeira para fazer parte de uma campanha de difamação contra o ministro Flávio Dino comandada por Raimundo Cutrim, que ao que tudo indica recebia ordens superiores do grupo da qual faz parte segundo a apuração da Polícia Federal.
O Ministro Flávio Dino disse em nota que “em face da repetição de inverdades, que JAMAIS houve uso irregular do veículo do tribunal de Justiça e que é alvo constante de agressões e ameaças, como é público e notório. E as investigações identificaram que até mesmo os VEÍCULOS PARTICULARES do ministro e de sua família eram monitorados e seguidos. As pessoas que comandavam esse esquema não são JORNALISTAS, exercem outras profissões.”
Agora ficam as perguntas:
A quem Raimundo Cutrim obedece?
Quem repassou 100 mil reais para Diogo Diniz Lima transferir para Luís Pablo?
Para quem Diogo Diniz Lima trabalha atualmente? Vale lembrar que Diogo foi secretário de Edivaldo Holanda, atual vice de Orleans por 8 anos.
Por que um secretário do governo brandão estava monitorando e seguindo um ministro do STF, seus familiares e ainda financiando um jornalista para atacá-lo na imprensa?
E por último, seria um absurdo pensar que todos os ataques que Flavio Dino e Alexandre de Moraes vem sofrendo na imprensa local e nacional nos casos relacionados do Maranhão tem a mesma fonte superior pagadora?
Segundo o ministro Flavio Dino, “a investigação continua para determinar os motivos e os objetivos do monitoramento clandestino e ilegal que expôs a integridade física dele e de sua família.”
Enquanto isso, haja água de açúcar e café quente nos “bunkers” que cortam o Maranhão.
