sexta-feira, 17 abril, 2026

A publicitária Juliana Marins, de 26 anos, continua presa em um penhasco de difícil acesso no Monte Rinjani, na Indonésia, desde a última sexta-feira (20). Ela caiu em uma área de encosta íngreme durante uma trilha e está há mais de 86 horas aguardando resgate. As equipes de socorro enfrentam uma série de obstáculos como neblina densa, frio intenso, terreno instável e impossibilidade de uso de helicóptero.

Nesta terça-feira (24), por volta das 6h (horário local), as buscas foram retomadas após nova interrupção causada pelo mau tempo. A vítima estaria a cerca de 650 metros abaixo da trilha principal. Um drone foi usado para localizá-la, mas a operação por terra avança lentamente. Familiares relatam que as equipes conseguiram descer apenas 250 metros em um dos dias de busca.

A irmã da jovem, afirma que Juliana caiu após se afastar do grupo por estar cansada. Segundo o relato, o guia teria seguido viagem sozinho, deixando a brasileira para trás, o que ele nega. Juliana foi vista pela última vez no sábado (22), por volta das 17h10 (horário de Brasília). Desde então, não houve mais contato direto com ela.

O parque nacional onde fica o Monte Rinjani suspendeu o acesso de turistas e concentra esforços no resgate. Seis equipes e dois helicópteros aguardam condições climáticas favoráveis. A embaixada brasileira acompanha a operação e confirmou que dois representantes foram enviados ao local.

Especialistas alertam que o tempo é um fator crítico. O risco de hipotermia, desidratação e complicações por possíveis lesões aumenta a cada hora.

Até o momento, Juliana foi localizada visualmente, mas o resgate ainda não foi concluído. A operação segue como uma corrida contra o tempo.

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