Washington Oliveira não desiste e continua no propósito de tentar enfraquecer Felipe Camarão. O plano da vez foi criar um movimento sem pé nem cabeça chamado “O Maranhão é Lula”, iniciativa já nasceu carimbada como mais uma tentativa de confrontar a posição pública do presidente Lula em favor da pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao governo do Maranhão.
Ex-secretário de Representação Institucional em Brasília no governo Carlos Brandão, Washington é um dos principais quadros da corrente CNB no Maranhão e há anos é identificado como símbolo do grupo apelidado de “sarnopetistas”, hoje rebatizado de “brandopetistas”, justamente pela aproximação histórica com oligarquias locais, governos conservadores e é claro, uma boa dose de cargos.
A movimentação de Washington acontece dias antes da chegada do presidente nacional do PT Edinho Silva que vem reforçar que o nome do partido será Felipe Camarão, que inclusive já recebeu apoio público e declarado do presidente Lula para a sucessão estadual. Mesmo assim, setores ligados ao Palácio dos Leões insistem em criar embaraços para inviabilizar a candidatura do vice-governador com medo de perder cargos e desagradar os interesses da família Brandão.
A tentativa de arrastar o PT maranhense para apoiar o sobrinho do governador é vista por petistas históricos como um retrocesso político e ideológico. O próprio presidente nacional do PT, Edinho Silva, deixou claro que o PT não apoiará um projeto familiar e oligárquico no Maranhão. Para integrantes da legenda, seria incompatível com o discurso histórico do PT apoiar a consolidação de uma nova oligarquia no Estado.
Washington Oliveira, no entanto, segue empenhado na missão e não vem medindo esforços em favor de Orleans. O movimento “ O Maranhão é Lula” é visto como mais um instrumento de confusão política do que uma defesa genuína do presidente. A estratégia seria criar um ambiente para relativizar a posição já assumida por Lula e defender um palanque duplo no estado, mesmo após manifestações públicas do presidente em favor de Felipe Camarão.
A postura de Washington também reacende críticas antigas dentro da política maranhense. Muitos ainda lembram de 2013, quando ele desistiu de disputar o governo do estado após articulações que resultaram em sua indicação para uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. O episódio marcou sua trajetória e até hoje é usado por adversários como símbolo de subserviência política e ausência de enfrentamento, deixando o partido no ostracismo no Maranhão em todos esses anos.
