segunda-feira, 16 março, 2026

São Luís figura entre as sete capitais brasileiras com maior nível de atividade da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (14). A capital maranhense está classificada em situação de alerta, com tendência de crescimento nos casos.

No estado, a preocupação recai principalmente sobre crianças de até 2 anos, faixa etária mais vulnerável ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus. O Maranhão integra o grupo de 15 unidades da federação com incidência elevada da doença, embora sem aumento significativo no longo prazo.

A SRAG, que engloba formas graves de infecções respiratórias, pode levar à hospitalização e, em casos extremos, ao óbito, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades. Os sintomas incluem febre, tosse persistente, dores musculares e dificuldade para respirar. No estado, os casos estão associados principalmente aos vírus da Influenza e da Covid-19.

Dados nacionais de 2025 já registram mais de 155 mil ocorrências da síndrome, com 83 mil confirmações para vírus respiratórios. Entre os óbitos, 40,7% foram causados por Influenza A, seguido por rinovírus (23,5%), VSR (20,1%), Covid-19 (10,6%) e Influenza B (2,8%).

A Fiocruz ressalta que, apesar da tendência de declínio em algumas regiões, a vacinação contra Influenza e Covid-19 permanece crucial para reduzir casos graves e mortes. As autoridades de saúde reforçam medidas preventivas, como higiene das mãos, uso de máscaras em locais fechados e evitar aglomerações.

A Secretaria de Saúde do Maranhão foi contatada para detalhar as ações em curso, mas não se pronunciou até o fechamento desta edição.

Deixe uma resposta