terça-feira, 16 junho, 2026

Em dezembro de 2024, depois da canetada do ministro do STF Alexandre Moraes, mandando Brandão exonerar imediatamente seus parentes do governo do Estado e da Assembleia Legislativa o governador tomou algumas providências.

Assim que foi exonerado da Alema, Marcus Brandão foi nomeado como Secretário Extraordinário de Assuntos Legislativos, porém, no dia seguinte Alexandre de Moraes mandou Brandão exonerar o irmão imediatamente desse novo cargo. Depois de cumprir a ordem do STF, Brandão nomeia para o lugar do irmão Raimundo Cutrim, desde então o ex-secretário de segurança passou a trabalhar nas sombras e com autonomia nas forças de segurança do Estado, funcionando como uma espécie “agente da CIA” espionando e criando dossiês contra adversários da família Brandão, como denunciou o deputado Rodrigo Lago na tribuna da Assembleia.

Caso Tech Office

Em maio de 2025, o caso foi federalizado depois de uma denúncia feita na superintendência da Policia Federal do Maranhão pela esposa de Gilbson Cutrim, assassino confesso do caso Tech Office, onde ela relatou que o seu marido estava sendo dopado e assassinado aos poucos para queima de arquivo.

Em vídeo gravado e circulado na imprensa, Lorena Cutrim faz graves acusações e expõe provas da relação do seu marido com membros da família Brandão ligados diretamente ao caso do Tech Office.

Desde então, Raimundo Cutrim passou a assediar a família tentando acalmar os ânimos e reverter a situação. Porém, Gilbson não perdoou a traição dos Brandão e com a segunda tentativa de ter sido assassinado em Pedrinhas como queima de arquivo resolveu entregar todo o esquema em depoimento no STF na presença de delegados da Polícia Federal em Brasília.

Após a nova tentativa de cooptação ter sido negada pela família, a polícia civil resolveu criar uma investigação paralela para intimidar a esposa de Gilbson com a intenção de perseguir a família para ele recuar do depoimento e apresentação das provas que demonstram claramente a atuação da família Brandão no caso.

Mas o tiro saiu pela culatra, a esposa do Gilbson comunicou a PF que estava sendo coagida e logo em seguida veio um despacho do STF proibindo qualquer investigação das forças policiais do Maranhão nesse caso e ainda relatando claramente a atuação do secretário Raimundo Cutrim que é contumaz em manobras como essa.

 

Não satisfeito e com uma missão a cumprir, Raimundo Cutrim passou atuar observando todos os passos da família e as movimentações da PF nesse caso, e para isso, segundo investigações da própria polícia federal, ele conta com o auxílio de um agente, que inclusive já foi afastado anos atrás por vazamentos de informações na operação donatários que apurava desvios de terras e verbas federais no INCRA.

Depois que o caso Tech Office foi avocado pelo Ministro Flávio Dino, a família Brandão entrou em desespero e passou a usar blogs mais próximos de Marcus Brandão para confundir a opinião pública e tentar incriminar o vice-governador Felipe Camarão criando uma ilação sem pé nem cabeça, como no caso dos dois servidores da SINFRA que foram acusados de inserir o nome de Marcus Brandão no sistema da secretaria para acompanhar as movimentações de pagamento, mas será que o dinheiro depositado na conta da vigas foi culpa desses servidores também?

Mas não pensem que parou por aí, a mais nova investida tem como pano de fundo oferecer uma casa e mais alguns milhões a família para todos mudarem o depoimento para incriminar o vice-governador, o vereador Paulo Vitor e o vereador Beto Castro, que ontem foi detido numa operação do GAECO suspeito de desviar milhões em emendas. Não levaram sequer em consideração que dias antes, o mesmo vereador fez um evento no bairro de Fátima para tentar alavancar a campanha do sobrinho do governador.

Beto Castro que se cuide, se Brandão vem traindo todos ao seu redor e ainda assim achar que ele vai ter consideração por quem estava na cena do crime podendo ser o bode expiatório perfeito para tentar livrar a pele do sobrinho.

A verdade é que o desespero da família Brandão em torno do caso Tech Office aumentou desde a semana passada com Gilbson Cutrim estando em liberdade concedida pela justiça, além do depoimento já relatado com detalhes aqui no site dos analistas, existe o temor gigantesco em torno das medidas cautelares que já foram autorizadas pelo STF e estão em execução pela polícia federal.

Enquanto isso, os Brandão seguem sentados num barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento e não vai adiantar dizer que é perseguição, pois a robustez das provas deixa bem claro o que aconteceu.

Deixe uma resposta