segunda-feira, 20 abril, 2026

O governo do Maranhão, liderado pelo governador Carlos Brandão (PSB), enfrenta nova crise de credibilidade após uma série de contradições sobre o pagamento da segunda parcela do precatório do Fundef. Professores, já desgastados por atrasos e falta de diálogo, veem-se diante de informações desencontradas e mudanças repentinas nas orientações oficiais.

A polêmica começou durante o lançamento do programa “Educação de Verdade”, quando Brandão afirmou em suas redes sociais que os recursos do Fundef já estavam depositados nas contas do Estado. A declaração, comemorada inicialmente pela categoria, foi rapidamente desmentida: o dinheiro, na verdade, nunca havia chegado aos cofres públicos.

Em seguida, a secretária de Educação, Jandira Almeida, apresentou outra versão, alegando que os valores estavam retidos em uma “conta judicial”. Horas depois, no entanto, descobriu-se que o repasse sequer havia sido feito ao governo maranhense. A sucessão de explicações conflitantes deixou professores e sindicatos em alerta, acusando o Executivo estadual de desorganização e falta de transparência.

O ápice da confusão ocorreu quando o governador publicou uma nota direcionada a professores desligados, informando que mudanças no calendário de pagamento poderiam ser solicitadas até 17 de setembro. A mensagem, interpretada como um sinal de que o depósito só ocorreria em setembro, foi apagada sem esclarecimentos, aumentando a frustração da categoria.

Deixe uma resposta