quarta-feira, 29 abril, 2026

Desde o começo do ano, esse período morno da política à vista, uma agitação, um desconforto, tem sacudido os bastidores do grupo governista. O motivo, que ninguém confirma, mas não desmente, viria de uma reivindicação de um subgrupo de deputados estaduais pelas Secretarias de Saúde e de Educação.

Muito à boca miúda, a informação circula, mas quem confirma não que se diga o nome. Há um temos generalizado no grupo governista e ninguém quer se arriscar, veja o que aconteceu com Rubens Pereira, aliado de primeira linha, que foi rifado na primeira oportunidade.

Um dos informantes, que tem circulação livre no palácio, garantiu que a reivindicação teria sido levada ao governador Carlos Brandão diretamente pela presidente da Assembleia, deputada Iracema Vale. Além dele, dois parlamentares confirmaram, mas, da mesma forma, pediram para não terem os nomes divulgados.

A reivindicação dos deputados foi o estopim de uma nova crise, após a resposta negativa do irmão do governador, Marcus Brandão que, como de costume, nem esperou pra saber o interesse  de Carlos. Nas palavras de um dos parlamentares que confirmaram a crise “O Marcus não abre, porque as duas secretarias estão sob controle da esposa dele, a empoderada Antônia Audreia”, confidenciou uma dessas fontes com muito trânsito nos Leões e no Rangedor.

Mas a verdade é que por trás do pedido de secretarias pelos deputados, o efeito prático é a busca de espaços eleitorais nos projetos de reeleição de quem está no mandato, além de um incômodo com o alinhamento das secretarias a candidaturas concorrentes de deputado estadual, muitas delas por ocupantes de secretarias.

O fato é que as relações entre as “ramificações” dos Palácios dos leões e de Beckman estão estremecidas. Principalmente por conta das acusações de que o irmão do governador tem tentado impor seus desejos e estratégias, independente do que causaria na estrutura do grupo, onde há interesses (inclusive também familiares – sempre eles!) no senado, na assembleia e na câmara dos deputados. Dizem que há quem queira se eleger ao senado, por o filho na assembleia e até o ex-marido no congresso nacional. O familismo no Maranhão é contagiante.

Enquanto isso, a guerra para a conquista dos votos para reeleição de uns e eleição de outros que se acham quase donos da vaga (por familismo, inclusive) não tem trégua, nem doçura. É a velho dito: pouca farinha, meu pirão primeiro.

Deixe uma resposta