Uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Ilha entre 18 e 21 de setembro de 2025 revela um panorama complexo para as eleições ao governo do Maranhão em 2026. O estudo, com 2.081 entrevistas em 43 municípios e margem de erro de 2,15 pontos percentuais, mostra um eleitorado ainda em formação, com altos índices de indecisão e significativa rejeição a projetos de sucessão familiar.
Cenário Eleitoral: Braide lidera, mas indecisos dominam
Na pergunta espontânea, em que os candidatos não são mencionados, 59% dos eleitores não souberam ou não responderam em quem votariam para governador. Entre os que se manifestaram, Eduardo Braide aparece com 22,7% das intenções, enquanto a soma de menções a nomes ligados ao governador Carlos Brandão alcança 7,4%.

Já no cenário estimulado, com a apresentação dos nomes, a disputa mostra-se mais definida. Eduardo Braide lidera com 36,8%, seguido por Lahesio Bonfim (14,3%), Felipe Camarão (13,8%) e Orleans Brandão (12,7%). A rejeição a todos os candidatos apresentados soma 9,8%, enquanto 12,6% permanecem indecisos ou não responderam.

Orleans Brandão: Desconhecimento e Rejeição Familiar
O nome de Orleans Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão, enfrenta desafios significativos. O candidato é desconhecido por 72,7% dos eleitores – 38,1% nunca ouviram falar dele e 34,6% apenas conhecem o nome. Apenas 9,1% afirmam conhecê-lo bem.

A estratégia de sucessão familiar mostra-se um ponto frágil: 53,8% dos maranhenses discordam que um governador apoie um familiar como sucessor, enquanto 25,6% concordam e 17,7% consideram a questão irrelevante. Questionados especificamente sobre votar em Orleans Brandão, 57,2% declararam que “não votariam de jeito nenhum”, contra 12,3% que “votariam com certeza” e 24,6% que “poderiam votar”.

Avaliação dos Governos: Aprovação com Ressalvas
A gestão do governador Carlos Brandão é aprovada por 56,8% dos maranhenses, enquanto 38,5% desaprovam. Entretanto, quando solicitados a classificar a administração, 44,9% a consideram “regular”. As avaliações positivas (“boa” e “ótima”) somam 33%, e as negativas (“ruim” e “péssima”) totalizam 19,7%.

O ex-governador Flávio Dino mantém índice de aprovação de 57% na memória dos eleitores, com 37,2% de reprovação. No plano federal, o presidente Lula tem 57,2% de aprovação no estado, mas sua avaliação é bastante dividida: 22,3% consideram a gestão “boa”, 22% “ótima”, 23,2% “regular” e 22,6% “péssima”.

Metodologia e Perfil da Amostra
A pesquisa utilizou metodologia quantitativa com entrevistas presenciais domiciliares e amostragem aleatória estratificada por municípios. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais para um nível de confiança de 95%.
O perfil da amostra mostra equilíbrio de gênero (51,4% mulheres, 48,6% homens), com predominância de eleitores entre 45-59 anos (26,1%). A maioria possui ensino médio completo (48,7%) e renda familiar de até um salário mínimo (46,3%). Católicos representam 55,2% dos entrevistados.
