Nova reportagem do site Metrópoles traz mais irregularidades na execução da obra de prolongamento da Avenida Litorânea. A coluna de Tácio Lorran descobriu que uma empresas subcontratada para parte da obra seria uma empresa de fachada.
Trata-se da Agla’S Infraestrutura Ltda, empreiteira subcontratada que deveria ser responsável pelo serviço de drenagem profunda do terreno. No entanto o a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União constatou que “Etapas do serviço de drenagem profunda, que são de responsabilidade da empresa subcontratada, já haviam sido executadas e outras estavam em execução. E, nesse período, a equipe de auditoria presenciou tão somente funcionários da empresa contratada, Lucena Infraestrutura Ltda, em campo, conforme se observa das fotos apresentadas pela equipe de auditoria, não havendo indicativo de participação efetiva da empresa Agla’S Infraestrutura nas obras”.
A reportagem revela que a Agla’S Infraestrutura Ltda, tem como proprietária Aglai Fernanda Cruz, que se apresenta nas redes sociais como revendedora de maquiagens. No papel, contudo, Aglai Fernanda Cruz é a dona de suposta empreiteira que foi subcontratada em uma obra de R$ 235 milhões do governo do Maranhão.
A construção da nova Avenida Litorânea foi foco de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), onde foram constatados pelos auditores oito “graves irregularidades” no empreendimento, da licitação à execução, e já analisam eventuais responsabilizações aos gestores. A obra é financiada com recursos federais do Novo PAC e executada pela gestão de Carlos Brandão.
Uma das irregularidades apontadas pela auditoria é a subcontratação da Agla’S Infraestrutura Ltda, a empreiteira da revendedora de maquiagens. A empresa chegou a receber R$ 8 milhões para tocar parte da obra. No entanto, a companhia foi afastada, no fim do ano passado, após o TCU apontar irregularidades. No total, a Agla’S receberia R$ 24 milhões.
Aglai Fernanda Cruz, a dona da suposta empreiteira, também é professora da rede estadual do Maranhão desde 2004. A legislação proíbe que servidores públicos sejam administradores de empresas. Cruz também responde a processo por improbidade administrativa. Segundo denúncia feita pelo Ministério Público (MPMA) em dezembro de 2021, a empresária foi beneficiada diretamente por um esquema de fraude em licitação e desvio de recursos públicos envolvendo a Prefeitura de Vitorino Freire (MA). O esquema também contava com a participação de empresas de fachadas e a intermediação de Igor Silva Cruz, marido de Aglai e ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação (CPL) da cidade.
Em nota enviada à coluna de Tácio Lorran, do Site Metrópoles, o governo do Maranhão alegou que não teve qualquer participação na subcontratação da Agla’S Infraestrutura Ltda.
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