A notícia do desembarque de André Fufuca do governo Brandão não pegou a classe política de surpresa, pelo contrário, a decisão do deputado federal do Progressistas ratificou a percepção que classe política tem em relação a candidatura do sobrinho do governador.
O verdadeiro motivo do desembarque de Fufuca foi uma sequência de pesquisas realizadas nos últimos meses que apontam a inviabilidade eleitoral de Orleans Brandão para o governo do Estado. Em todos os cenários levantados o sobrinho do governador não consegue ultrapassar o percentual do voto considerado de máquina e estrutura que geralmente fica entre 20% e 30% do eleitorado.
Portanto a decisão de Fufuca de abandonar o barco dos Brandão e aderir ao projeto de Eduardo Braide foi baseada somente em pesquisas próprias que demonstram uma realidade bem diferente da que o grupo brandonista anda vendendo por aí, além é claro de imaginar que terá um caminho mais fácil caminhando ao lado do ex-prefeito de São Luís, porém, “não dá para deixar de combinar com os russos” como diria o saudoso Garrincha numa preleção de copa do mundo, nesse caso, os eleitores de Lula no Maranhão, que mal se recuperaram do apoio efusivo do deputado ao Bolsonaro na eleição passada e agora será que vão digerir uma aliança com um candidato que rejeitou uma aliança com o Lulismo no Estado?
Não podemos deixar de constatar que esse “zignal” de André Fufuca em Brandão traz à tona a vontade de grande parte da classe política maranhense que não está umbilicalmente ligada a família Brandão, já deu o que tinha que dar, daqui pra frente esse “pequeno” de colinas é ladeira abaixo.
