sexta-feira, 10 julho, 2026

O tabuleiro político maranhense começa a ter definições mais claras. As movimentações nos últimos dias indicam que os principais pré-candidatos ao Governo do Estado já escolheram os campos políticos que pretendem representar em 2026.

Eduardo Braide deixou de alimentar especulações sobre uma candidatura de perfil independente desde a escolha da candidata a vice identificada com a direita, além disso, a aproximação com lideranças bolsonaristas e a composição de uma chapa ao Senado formada por André Fufuca e Lahesio Bonfim reforçam a leitura de que seu projeto busca dialogar prioritariamente com o eleitorado conservador.

Do outro lado, Felipe Camarão consolida-se como o representante do campo lulista no Maranhão. Vice-governador, ex-secretário de Educação por sete anos e integrante do grupo político liderado por Flávio Dino, Camarão reúne o apoio dos partidos de esquerda e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já gravou manifestação pública em seu favor. Em um estado onde Lula historicamente registra votações expressivas, o apoio presidencial tende a ser um dos principais ativos de sua candidatura.

No terceiro campo, aparece Orleans Brandão que não conseguiu o apoio de Lula e sua principal credencial será apenas o fato de ser sobrinho do governador Carlos Brandão. Sua candidatura é vista como uma tentativa da família Brandão se perpetuar no poder. A pouca experiência administrativa e o parentesco com o governador serão temas inevitáveis durante a campanha, além, é claro, do abuso de poder econômico com o tio e o pai colocando as contas do Estado em risco para tentar eleger o herdeiro do trono de Colinas.

O cenário, portanto, desenha uma disputa de identidades políticas bem definidas: Braide busca consolidar-se junto ao eleitorado de direita; Camarão aposta na força do lulismo e do legado político de Flávio Dino; e a Orleans resta ficar à sombra do seu tio e sob a tutela do pai na sua gana desesperada para continuar mandando nos cofres do Estado.

Se a polarização nacional continuará influenciando a política maranhense, ainda é cedo para afirmar. Mas uma conclusão já parece evidente: os campos já estão bem definidos.

1 comentário

  1. Carlos Barroso on

    Só muito óleo de peroba para o vice-governador Felipe Camarão. Todo dia ele muda de posição. É um verdadeiro camaleão. Troca de pele (roupa, carcaça) para fingir coerência, preojeto para o povo e para dissimular o seu pessoal, a mando da ‘Suprema Força’, para entregar o Governo do Estado para o ex-prefeito de São Luís Edurado Braide. Em menos de uma semana, Camarão esbravejou aos cantos do Maranhão, que abidicaria de sua candidatura em prol de Braide para evitar a eleição de Orleans Brandão. Agora, segundo Camarão: “Braide é bolsonarista”. Mas, não foi o que afirmou em menos de uma semana. TANTA INCOERÊNCIA!!!! Até quando Camarão e sua trupe vai fingir ou conseguir enganar o povo com tanta mentitra e verborragia . Recentemente, o coveiro Márcio Jerry também elogios à Braide, inclusive tentou viabilizar vaga de primeira suplência de senador na chafa de Fufuquinha. Agoras, não servem mais. Sabe porque: Braide bateu a porta na cara dos dinistas. Foram escorraçados. Só isso. Não é nada em nome do povo ou de democracia. TUDO FINGIMENTO. SOMENTE O PODER PELO PODER!!!!!!

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