O vazamento de uma conversa entre o então secretário do governo Brandão e o pai de Gilbson Cutrim colocou a mídia governista numa saia justa e vou explicar os motivos.
Desde que o caso do Tech Office foi federalizado o Palácio vinha tentando impor através do seu poderio midiático algumas narrativas para confundir a opinião pública e trabalhavam em três frentes:
A primeira e mais importante, esconder Daniel Brandão da cena do crime e negar o seu envolvimento com o assassino.
A segunda é arranjar bodes expiatórios para incriminar e se puder ser um adversário que está sendo uma pedra no caminho da família Brandão melhor ainda.
A terceira é descredibilizar a versão de Gilbson sustentando que o inquérito feito aqui é suficiente para condená-lo com a pecha de assassino de sangue frio.
Mas com a divulgação dos áudios quase tudo caiu por terra, o próprio Cutrim revela que os depósitos que Daniel Brandão fazia para Gilbson era questão de amizade, ou seja, existia uma relação entre os dois e isso dá muito mais veracidade ao depoimento do Gilbson no STF e derruba uma nota oficial de Daniel Brandão e o próprio boletim de ocorrência que ele fez em 2024. Mas veja o que diz a matéria do pequeno informante sobre essa relação.

No que tange a tentativa desesperada de incriminar o vice-governador, é melhor deixar o pequeno informante explicar melhor o que ele mesmo vinha falando em suas postagens.

E por último e mais impressionante reviravolta foi o jornal reconhecer através da fala de Cutrim que Gilbson, o perigoso assassino do Tech Office, agiu em legítima defesa e que a polícia civil deixou de fazer diligências importantes para a elucidação do crime.

Agora quero deixar três perguntas para reflexão dos leitores:
Se Gilbson agiu em legítima defesa, de quem partiu a ordem para Bosco tentar matá-lo no Tech Office?
Por que Raimundo Cutrim estava tentando convencer a família a mudar um depoimento que está em segredo de Justiça grau 5 no STF e como ele teve acesso?
Por que o processo não andou enquanto estava no STJ assim que o caso foi federalizado?
Na avaliação do comitê de crise do governo, o melhor caminho é usar apenas o trecho do áudio que Cutrim levanta suspeitas contra os deputados de oposição para dizer que eles estavam bancando a família do Gilbson, mas fazendo isso, foram obrigados a reconhecer a veracidade do áudio.
Será que agora vão editar o post? Pelo menos o print é eterno.
