quinta-feira, 24 setembro, 2026

O vazamento de uma conversa entre o então secretário do governo Brandão e o pai de Gilbson Cutrim colocou a mídia governista numa saia justa e vou explicar os motivos. 

Desde que o caso do Tech Office foi federalizado o Palácio vinha tentando impor através do seu poderio midiático algumas narrativas para confundir a opinião pública e trabalhavam em três frentes:

A primeira e mais importante, esconder Daniel Brandão da cena do crime e negar o seu envolvimento com o assassino. 

A segunda é arranjar bodes expiatórios para incriminar e se puder ser um adversário que está sendo uma pedra no caminho da família Brandão melhor ainda. 

A terceira é descredibilizar a versão de Gilbson sustentando que o inquérito feito aqui é suficiente para condená-lo com a pecha de assassino de sangue frio. 

Mas com a divulgação dos áudios quase tudo caiu por terra, o próprio Cutrim revela que os depósitos que Daniel Brandão fazia para Gilbson era questão de amizade, ou seja, existia uma relação entre os dois e isso dá muito mais veracidade ao depoimento do Gilbson no STF e derruba uma nota oficial de Daniel Brandão e o próprio boletim de ocorrência que ele fez em 2024. Mas veja o que diz a matéria do pequeno informante sobre essa relação. 

No que tange a tentativa desesperada de incriminar o vice-governador, é melhor deixar o pequeno informante explicar melhor o que ele mesmo vinha falando em suas postagens. 

E por último e mais impressionante reviravolta foi o jornal reconhecer através da fala de Cutrim que Gilbson, o perigoso assassino do Tech Office, agiu em legítima defesa e que a polícia civil deixou de fazer diligências importantes para a elucidação do crime. 

Agora quero deixar três perguntas para reflexão dos leitores: 

Se Gilbson agiu em legítima defesa, de quem partiu a ordem para Bosco tentar matá-lo no Tech Office?

Por que Raimundo Cutrim estava tentando convencer a família a mudar um depoimento que está em segredo de Justiça grau 5 no STF e como ele teve acesso?

Por que o processo não andou enquanto estava no STJ assim que o caso foi federalizado? 

Na avaliação do comitê de crise do governo, o melhor caminho é usar apenas o trecho do áudio que Cutrim levanta suspeitas contra os deputados de oposição para dizer que eles estavam bancando a família do Gilbson, mas fazendo isso, foram obrigados a reconhecer a veracidade do áudio. 

Será que agora vão editar o post? Pelo menos o print é eterno.

1 comentário

  1. Carlos Barroso on

    Márcio Jerry: o mais novo ditador e oligarca do Maranhão
    O presidente estadual do PcdoB, no Maranhão, o deputado federal Márcio, ‘comandou com mão de ferro’, na quarta-feira (29), uma reunião que defenestrou por completo o líder sindical e ex-presidente do Simproesemma, Odair José.
    Utilizando da máxima “o estado sou eu” e “farinha pouca, primeiro o meu pirão”, Jerry, armado da foice e do martelo, decapitou Odair José proibindo a sua candidatura a suplência ao Senado e também ao cargo de deputado federal.
    Após a decapitação de Odair José, Jerry impôs a sua esposa Joslene Rodrigues para a primeira suplência da candidata ao Senado pelo PT, Eliziane Gama.
    É bom relembrar que o mais novo oligarca tupiniquim já impôs D. Joslene Rodrigues a cargos de primeiro escalão nos Governo Carlos e Flávio Dino.
    Esse é o perfil do coroné Márcio Jerry, “tudo para a minha família”. Já tentou presentear o maninho com a Prefeitura de Colinas e a maninha com a presidência da Câmara de Vereadores também de Colinas.
    E, o candidato ao Governo do Maranhão Felipe Camarão (PT) só o silêncio sepulcral, “Tudo pode para meus aliados. Nada de familismo”.

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