quinta-feira, 30 abril, 2026

Um vídeo publicado pelo influenciador digital Felipe Bressane Pereira, conhecido como Felca, trouxe à tona uma discussão urgente: a facilidade com que algoritmos de redes sociais podem direcionar usuários a conteúdos sugestivos envolvendo crianças e adolescentes. A denúncia, que viralizou no YouTube, revela como postagens aparentemente inocentes, como fotos de crianças praticando esportes ou sorrindo, atraem comentários com links para grupos que compartilham material explícito.

Especialistas em psicologia infantil e direito digital alertam que a exposição excessiva de menores na internet pode desencadear distorções na autoimagem, isolamento e até situações de abuso. “A criança perde o foco no autoconhecimento e busca validação em comportamentos inadequados, impactando sua vida familiar e escolar”, explica a psicóloga Joelina da Silva Miranda. Além dos danos emocionais, há riscos jurídicos: quem compartilha ou consome esse tipo de conteúdo pode responder legalmente por exploração infantil.

O problema, segundo Felca, não está restrito à deep web , ocorre “em plena luz do dia”, em plataformas populares. Dados do SaferNet Brasil mostram um aumento de 85% nas denúncias de crimes contra a dignidade de menores online entre 2022 e 2023.

Prevenção exige diálogo e vigilância

Psicólogos orientam os pais a observar mudanças bruscas de comportamento, como segredos sobre atividades online. “Conversar abertamente, sem alarmismo, e monitorar o consumo digital é essencial”, recomenda Joelina Miranda. O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) cobra ações mais rígidas das plataformas, enquanto projetos de lei em tramitação no Congresso buscam criminalizar a “adultização” precoce de menores nas redes.

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