segunda-feira, 8 dezembro, 2025

O samba perdeu um de seus maiores nomes nesta sexta-feira (8). Arlindo Cruz, cantor, compositor e multi-instrumentista, morreu aos 66 anos no hospital Barra D’Or, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, segundo informações confirmadas por sua esposa, Babi Cruz. O artista lutava contra as sequelas de um AVC hemorrágico sofrido em março de 2017, que o afastou dos palcos e exigiu longos períodos de internação.

Nascido em 14 de setembro de 1958 no Rio, Arlindo Domingos da Cruz Filho começou cedo na música. Ganhou seu primeiro cavaquinho aos 7 anos e, aos 12, já tocava “de ouvido”. Sua trajetória profissional teve início nas rodas de samba do Cacique de Ramos, onde conviveu com nomes como Jorge Aragão, Beth Carvalho e Almir Guineto, além de formar parcerias com Zeca Pagodinho e Sombrinha.

Com mais de 550 composições gravadas por diversos intérpretes, Arlindo se consagrou como um dos pilares do gênero. Beth Carvalho levou ao público clássicos como “Jiló com Pimenta”, enquanto Zeca Pagodinho imortalizou “Bagaço de Laranja” e “Casal Sem Vergonha”. Como integrante do Fundo de Quintal por 12 anos, destacou-se com sucessos como “Só Pra Contrariar” e “O Mapa da Mina”.

Sua ligação com o carnaval era profunda: foi autor de sambas-enredo para o Império Serrano, sua escola do coração, e em 2008 compôs para a Grande Rio. Mesmo após o AVC, seguiu presente na cultura popular. Sua última aparição pública foi em fevereiro, no programa “É Gol!!!”, da SporTV, onde celebrou sua paixão pelo Flamengo.

O velório e o sepultamento devem ser anunciados em breve pela família.

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