quinta-feira, 30 abril, 2026

Desde que foi eleito governador e provou o poder de ser o homem mais poderoso do Estado, Carlos Brandão parece não ter aprendido uma lição básica deixada por Leonel Brizola e nem mesmo o seu aliado Weverton Rocha, que se diz pedetista, foi capaz de lembrá-lo de que “a política ama a traição, mas odeia o traidor”.

Brandão custa acreditar que está assistindo seu próprio réquiem e os aliados presentes na missa não querem outra coisa além de sugar as últimas gotas de poder do ainda mandatário do Palácio dos Leões, o governador por sinal já demonstra fisicamente estar em estado letárgico diante das humilhações que vem sofrendo em Brasília depois de ingenuamente acreditar que o presidente Lula legitimaria a sua traição.

As eleições municipais de 2024 trouxeram a certeza de que o governador trairia seus aliados e euforia do descumprimento do acordo em Colinas mal conseguiu esconder o sabor da derrota acachapante que sofreu na capital, com Marcus Brandão na coordenação da campanha de Duarte e a ilusão de que os vereadores liderados por Paulo Vitor e Beto Castro ganhariam a eleição.

Depois disso foi ladeira abaixo e a repetição de um padrão comportamental, a desfaçatez e negação da realidade.

Quando Brandão foi tirado da presidência do seu partido, o PSB, sentado na cadeira de governador, Brandão disse na época que a conversa com João Campos foi boa, que estava tudo bem e que não perderia o partido, mas perdeu. Depois disso tentou minimizar a perda do PSDB e mesmo ele sendo um tucano do centrão por essência, sequer foi consultado pela direção nacional para discutir a mudança.

A perda do PT e do apoio do Presidente Lula merece um capítulo a parte.

A partir do momento que externou ao presidente que queria emplacar seu sobrinho no governo do Estado, Brandão passou a receber sinalizações do que Lula realmente queria no Maranhão, mas resolveu ignorar todas agindo com desfaçatez e aquele velho comportamento de atirar a pedra, mas esconder a mão. Na verdade Brandão queria ganhar tempo para desconstruir Felipe Camarão achando que Brasília não estava vendo ele atacar o vice-governador do PT fazendo de conta que não estava por trás do processo para tirá-lo do caminho.

Todas as máscaras caíram

O governador alardeava que era amigo pessoal do presidente Lula e teve o delírio de acreditar que essa “amizade” seria capaz de convencer o presidente a também trair seus aliados no Maranhão. Para isso usava a mídia aliada do seu projeto familiar para criar uma serie de teorias, a mais comum estava em todos os programas de rádio no fim de tarde, nos blogs e grupos de whatssap, “Lula não vai trocar o apoio do governador com 70% de aprovação por uma candidatura de Felipe Camarão.”

Ontem todos queimaram a língua, principalmente o governador Carlos Brandão que sabe mais do que ninguém a importância de ter o presidente Lula no palanque, mas a realidade que estava batendo na porta já entrou na sala, colocou as cartas na mesa e se já estava difícil para o sobrinho decolar forçando a barra com Lula de papelão nos eventos pelo interior, imagina agora que está proibido de usar a foto do presidente e ainda vai ser obrigado a assistir um vídeo do maior cabo eleitoral do Brasil pedindo votos para o vice-governador.

É meus amigos, pelo visto de hoje em diante, refeições com fruto do mar não será servido na mesa de uma determinada família de Colinas, até porque não é recomendável pratos como esse para jovens que não sabem comer sem ajuda dos pais.

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