A morte brutal de uma cadela conhecida como “Mimosa” no campus da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), em São Luís, revoltou a comunidade acadêmica na última sexta-feira (8). O animal foi encontrado com múltiplos ferimentos de faca por alunos da instituição, que relataram ser este o segundo ataque sofrido pelo animal.
Segundo relatos compartilhados em grupos de mensagens, Mimosa era uma figura querida no campus, recebendo cuidados e carinho de estudantes e servidores. Os alunos denunciaram que é comum o abandono de animais nas proximidades do Hospital Veterinário da universidade e cobraram medidas de segurança, como instalação de câmeras, reforço na vigilância e maior presença de seguranças no local.
Em nota oficial, a Uema manifestou “profundo pesar” pelo ocorrido e informou que mantém um Comitê Executivo de Atenção aos Animais desde 2022, em parceria com órgãos como o Ministério Público e a Delegacia de Meio Ambiente. A instituição afirmou que adotará “as medidas necessárias” para apurar o caso, com base na Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998).
A legislação brasileira prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão por maus-tratos a animais, com aumento de até um terço em caso de morte. A multa e a proibição da guarda de animais também estão entre as sanções possíveis.
Até o fechamento desta edição, não havia informações sobre suspeitos ou motivação para o crime.
