terça-feira, 14 abril, 2026

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou em julho uma queda de 1,01% no preço do café moído, interrompendo uma sequência de 18 meses de altas consecutivas que acumularam aumento de 99,46%, praticamente o dobro do valor anterior. Os dados, divulgados nesta terça-feira (12) como parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mostram que, mesmo com a queda pontual, o produto ainda acumula alta de 41,46% no ano e 70,51% nos últimos 12 meses.

Segundo Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, a redução no mês passado está ligada ao início da colheita da nova safra, que aumentou a oferta no mercado. Ele descartou relação com as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros (incluindo o café), medida que só entrou em vigor no dia 6 de agosto. “Pode ser efeito dessa maior oferta”, explicou Gonçalves, destacando que a pressão da demanda tende a diminuir quando há mais produto disponível.

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Café mais barato? IBGE registra queda de 1,01% em julho, após 18 meses de altas! Pela primeira vez em um ano e meio, o preço do café moído recuou, influenciado pelo início da nova safra e maior oferta no mercado. Apesar da queda pontual, o produto ainda acumula alta de 70,51% em 12 meses e segue entre os que mais impactam a inflação. Tarifas dos EUA e demanda global ainda podem afetar os valores futuros. Quer entender melhor? Acesse o link na bio ou confira a matéria completa no GuaraNewsMA. 📌 #Economia #Café #IPCA #Maranhão #GuaraNewsMA

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Apesar do alívio momentâneo, o café segue como um dos itens que mais pesam no bolso do consumidor. Nos últimos 12 meses, foi o segundo produto com maior impacto no IPCA (0,30 ponto percentual), atrás apenas das carnes (0,54 p.p.). A Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) atribui as altas anteriores a uma combinação de fatores: eventos climáticos que afetaram safras passadas e o aumento da demanda global, impulsionado principalmente pelo crescimento do consumo na China.

Se os produtores não conseguirem redirecionar as exportações para outros mercados, o excesso de oferta no Brasil pode levar a novas quedas nos preços internos. O cenário, no entanto, ainda depende de como o mercado internacional irá absorver as mudanças comerciais.

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