O Ministro do STF Flávio Dino e agora relator do caso Flávio Dino autorizou ontem a progressão de pena para o regime semiaberto do assassino confesso do caso Tech Office. De acordo com o despacho de urgência, Gilbson Cutrim será transferido em até 72 horas para o sistema prisional do Distrito Federal podendo ser acolhido no Centro de Progressão de Pena, Colônia Agrícola ou qualquer outra congênere dentro da estrutura da administração penitenciaria responsável pelo regime semiaberto.
Para justificar a decisão o Ministro Flávio Dino relata que embora o paciente tenha cometido falta grave no passado, considera que, nos últimos meses, tem demonstrado efetivo interesse em cooperar com a justiça, além de que não haveria como identificar requisito subjetivo para manter sua prisão em razão do sigilo das investigações que correm junto ao Supremo Tribunal Federal, as quais tem o seu desenvolvimento amparado em elementos de provas disponibilizados por Gilbson Cutrim.
O caso que envolve diretamente o presidente do TCE e sobrinho do governador Daniel Brandão chegou ao STF depois que esposa de Gilbson denunciou a Polícia Federal que seu marido estava sendo dopado com a intenção de ser assassinado dentro da penitenciaria de Pedrinhas por ter todas as provas da conexão da família Brandão com o assassinato do empresário João Bosco, além de provas robustas que demonstram a interferência da polícia civil do Maranhão para blindar o Daniel Brandão e outros políticos envolvidos no caso.
Logo após a remoção do preso para uma penitenciaria federal em Brasília, exames clínicos demonstraram que fato o paciente estava correndo risco de vida e quando se recuperou deu um depoimento bombástico relatando como funcionava toda a operação e relações com a família Brandão. Com a progressão de pena o sigilo das investigações pode cair e a julgar pelo teor do depoimento, os Brandão terão muito com o que se preocupar daqui para frente.

