sábado, 2 maio, 2026

O cenário político no Maranhão ajeita suas últimas possibilidades macro até o dia 4 de abril, período da desincompatibilização de quem ocupa cargos, como governador, prefeito, secretário entre outros. A menos de um mês para esse prazo, sob um cenário fervente, surge uma pesquisa de intenção de votos.

Há um fenômeno que chama muito a atenção nesta pesquisa. Não são os números de Braide, nem de Lahésio, nem do sobrinho do governador. São os números da rejeição. Não fazem o menos sentido

Quando se pergunta em quem vai votar pra governador 5,7% dizem não saber e 6,4% pretendem votar em branco ou nulo. Porém quando se pergunta “em quem não votaria de jeito nenhum”, ou seja, a rejeição, nesse caso os “não sabe” sobem para quase 11%. E os que dizem que poderiam votar em todos passam de 17%. Não existe aqui a opção “em nenhum deles”, que seria bem importante para saber a rejeição geral.

Num estado onde o eleitorado de Lula está acima de 70%, colocar o candidato do PT, Felipe Camarão, com a maior rejeição é suspeito. Ainda mais quando este candidato não tem nada que o desabone, a não ser campanhas pontuais orquestradas em parte da imprensa. Além do que foi extremamente exitoso no cargo de Secretário de Educação.

Quem está no cargo já recebe muita resistência e rejeição. Quando candidatos postes aparecem, como é o caso do sobrinho do governador, já traz certa rejeição. Quando este poste é parente próximo, com uma nulidade de representatividade política e no serviço público pior ainda. No entanto o familiar do governador está apenas em segundo lugar de resistência, com 22,6%.

Outro detalhe, ainda baseado na liderança de lula no estado, mostra a rejeição do candidato que sempre se colocou como bolsonarista, com baixa rejeição, o Lahésio Bonfim, com 19,8%. O natural seria o oposto. Além do que o grupo Brandão está cada dia mais ligado à candidatura dos Bolsonaro.

 

Instituto Paraná Pesquisas: 5 a 8 de março, 1.300 eleitores do Estado.  Margem de erro 2,8%; nível de confiança de 95%. Registro TSE MA-00634/2026. Custo R$ 35.000 recursos próprios.

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