Em discurso na Assembleia Legislativa do Maranhão, o deputado estadual Rodrigo Lago (PCdoB) fez um forte apelo sobre a situação da educação no Maranhão, classificando-a como “um grito por socorro”. O parlamentar listou uma série de problemas em escolas de diferentes municípios, incluindo obras paralisadas, falta de professores e infraestrutura degradada, atribuindo a responsabilidade ao governador Carlos Brandão.
Logo no início de sua fala, Lago utilizou a liberação de água para a vila Vavá, em Coroatá, como exemplo de que o governo “só funciona na pressão”. Em seguida, partiu para a crítica central ao setor educacional. Ele citou casos específicos, como a escola integrada Raimundo Benede da Silva, no povoado Leite, em Itapecuru, que estaria abandonada e com a cobertura da quadra desabando.
O deputado também mencionou o centro de ensino José Pinheiro Coelho, onde uma obra iniciada em 2023 não foi concluída, deixando alunos com aulas remotas. Em Imperatriz, a situação do centro de ensino Urbano Rocha foi destacada, com alunos sendo remanejados há dois anos e, recentemente, despejados do prédio improvisado. A falta de professores de disciplinas como língua portuguesa e química no centro de ensino Dr. Agostinho Correia Lima, em Igarapé do Meio, também foi apontada.
Além das obras paralisadas, Lago criticou a falta de convocação de tutores para educação especial e denunciou que um professor estaria há cinco meses sem receber salários. O parlamentar afirmou que o governo “pega o dinheiro da educação do precatório do Fundef e gasta em outras áreas”, sem apresentar provas da acusação.
O discurso foi encerrado com a expectativa de que o governador ouça as cobranças e “assuma a responsabilidade de governar o estado”. A reportagem entrou em contato com a assessoria do governo do estado para se manifestar sobre as acusações, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. A Secretaria de Educação também foi acionada e não se pronunciou.
