Não tem como começar esse texto sem reconhecer o óbvio, a virada de Lula em todo o país tem nomes e sobrenomes verdadeiros, o povo brasileiro. E no Maranhão não seria diferente.
O que vimos nessa última eleição do presidente Lula foi o reconhecimento por tudo que ele fez, sem distinção de cores raças, ricos ou pobres, religiões ou até mesmo times de futebol.
E quem seria o responsável por essa virada histórica?
Os estudantes, os professores, sindicatos, a classe trabalhadora, a comunidade LGBT, os indígenas, os quilombolas, a classe artística, os jornalistas de centro e de esquerda, e principalmente de todos os idosos desse país que além de votarem, pediram aos seus filhos e netos que não fizesse essa “desfeita” com o presidente Lula na sua última eleição.
Temos que ressaltar também a classe política que teve coragem de assumir o lado e ir para a rua no dia seguinte, mesmo sabendo que seria muito difícil virar a eleição, no Brasil podemos destacar três nomes que foram essenciais, André Janones, Simone Tebet e o pastor Otoni de Paula, esses dois últimos sabiam que o preço seria alto, mas mesmo assim foram para o sacrifício e ajudaram a salvar a democracia brasileira.
No Maranhão três nomes também foram fundamentais, o senador eleito André Fufuca que teve coragem de assumir a posição logo após o primeiro turno, além de Márcio Jerry, Felipe Camarão e Eliziane Gama, esses dois, mesmo derrotados no primeiro turno arregaçaram as mangas no meio do povo e foram para a luta sem vaidade, sem estrelismo e muito menos sem a pequenez de querer estar sozinho no trio ao lado de Lula.
Quanto a Brandão é preciso fazer três perguntas:
Onde estava o seu sobrinho Orleans no segundo turno que não declarou voto e não fez nenhum ato na rua de apoio a Lula?
Por que o governador demorou duas semanas após o primeiro turno para fazer o L?
Por que o governador não mobilizou absolutamente nada para qualquer ato de apoio ao presidente Lula no Estado durante o segundo turno como fez na campanha do sobrinho?
Na verdade, Brandão continua tendo devaneios de que ainda é o grande líder político do Maranhão, a ponto de fazer exigências nada republicanas para fazer o que seria coerente, apoiar o presidente Lula no segundo turno.
Mas estão dizendo por aí, que o velho Brandão de sempre, naquele estilo de atirar a pedra e esconder a mão, estava mesmo era com o pé em duas canoas, na outra o compadre de Willer Tomaz no Maranhão estava só esperando para jogar o colete e ele fazendo de conta que estava com Lula.
Mas isso é uma outra história como diz nosso amigo e jornalista de esquerda Marco D’eça.
