segunda-feira, 9 fevereiro, 2026

A família Brandão está irredutível, só terá “sacrifício” do governador caso o candidato seja o seu sobrinho e ponto final.

Depois da negativa da direção do PT nacional em apoiar o nome de Orleans Brandão para o governo e dizer isso para uma comitiva dos chamados brando petistas deixou o governo em desespero. Para remediar o estrago, a solução encontrada foi tentar desmentir a informação que já tinha sido confirmada pelos próprios membros do PT em primeira mão para o site imirante.com.

Não foi a chamada mídia “dinista” que trouxe a informação à tona e mesmo com todos os presentes confirmando o que foi dito por Edinho Silva, a ordem de cima veio e todos começaram a dizer que não foi bem assim, o caso mais emblemático foi um jornalista do próprio sistema mirante que foi obrigado a postar que era fake news a notícia apurada, checada, confirmada e publicada pelo principal site do sistema demonstrando que quando os leões rugem não tem coerência que resista.

Mas não como negar a rejeição do presidente em apoiar o sobrinho do governador e desde as primeiras conversas foi sugerida um nome de consenso que agradasse os dinistas e a família Brandão, o primeiro deles foi o do Ministro Fufuca que foi logo rechaçado pelo governo, o segundo foi Rubens Jr que até então era aliado da família, mas teve seu nome detonado por Marcus Brandão no episódio dos vazamentos dos áudios.

O terceiro nome rejeitado pasmem, é o de Iracema Vale, obediente e subserviente da família Brandão, a manda chuva da Assembleia já figurava como um nome que pudesse resolver a peleja desde a época em que governo ainda contava com a esperança do vice governador renunciar para Iracema assumir e convocar eleição indireta na Assembleia, porém a lembrança do 21 x21 e possibilidade real dos deputados elegerem indiretamente a própria presidente para o mandato tampão fez Marcus Brandão abortar essa possibilidade.

Desta vez quem está sugerindo novamente o nome de Iracema Vale são os ainda brando petistas que precisam de cargos para sobreviver e miram uma migração para a já extensa folha de pagamentos da Assembleia, um movimento que demonstra claramente que o presidente Lula rejeitou o projeto familiar dos Brandão, do contrário esses petistas que não sustentam o que falam estariam dizendo abertamente que o apoio do PT nacional estava fechado com Orleans não é verdade?

E já que nenhum deles tem coragem de cravar o nome do sobrinho do governador, além disso, quando passam a defender abertamente a possibilidade de um nome de consenso é porque de fato o presidente Lula já rejeitou o nome do sobrinho do governador.

Agora que o prazo de definição do futuro do Brandão está chegando ao fim, vamos ver o tamanho da coragem e do sacrifício do governador. Vocês acham que ele vai abdicar de um mandato de senador para eleger Iracema Vale e Marcus Brandão perder o controle do cofre do Estado por alguém que não é da sua família?

Vamos aguardar as cenas do próximo capítulo de “Laços na Família” a novela que está parando o Maranhão.

1 comentário

  1. Camarão e a desmoralização/desmobilização do PT no Maranhão
    O vice-governador do Maranhão, o neo petista Felipe Camarão, é o que pode definir como uma ‘praga’ dentro de um partido político. Plantado dentro do PT pelo então governador Flávio Dino, hoje ministro do Supremo do Tribunal Federal, Camarão nunca foi unanimidade. Pelo contrário: sempre provocou reações adversas desde a primeira vez em que quis ser candidato ao governo do Maranhão pela legenda.
    Sem apoio da militância, das mais diversas correntes e da direção estadual, em sua primeira tentativa, Camarão sempre amargou os piores índices de intenção de votos, o que fez sucumbir e ser o candidato a vice de Carlos Brandão – hoje o seu maior adversário.
    Nessa segunda tentativa, Camarão alega ter 90% do partido em suas mãos. Percentual que não condiz com a realidade. Até uma tal Carta de Apoio a sua candidatura não apareceu nenhum ou quase nenhum petista que assinou. A grande maioria disse, inclusive, que não tinha conhecimento de tal documento.
    Hoje, por onde passa, com os “Diálogos pelo Maranhão” nenhum petista o acompanha. Quem sempre segue os seus passos são os órfãos de Flávio Dino: Leandro Bello, Carlos Lula, Júlio Mendonça e Rodrigo Lago. Em suas postagens em redes sociais acontece o mesmo: quase nenhum petista faz qualquer gesto de afago e carinho a sua candidatura.
    Para piorar esse cenário, Camarão vai perdendo a cabeça e tomando atitudes intempestivas que só o afastam do PT. Como foi no caso de ‘classificar’ o presidente municipal do PT em Viana, Frederich Marx, de “safado, moleque e vagabundo”.
    Para entornar o caldo de vez, Camarão afirmou que os poucos petistas que estão no Governo Brandão “estão lá só porque têm cargos”. Ainda segundo Camarão todos terão que se submeter a sua candidatura “Quando o presidente Lula disser que aqui no Maranhão o PT e a Frente Democrática ‘vai’ com Camarão”. Ou seja: quem não vier por amor, vem no ódio mesmo puxado pelo beiço.

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