sexta-feira, 23 janeiro, 2026

Durante coletiva da Operação Desterro, realizada na manhã desta quarta-feira (9), a Polícia Civil do Mato Grosso confirmou que duas das cinco ossadas encontradas no município de Várzea Grande, pertencem aos trabalhadores maranhenses Diego de Sales Santos, 22, e Mefibozéte Pereira da Solidade, 25. Ambos desapareceram em janeiro deste ano, logo após chegarem à cidade para trabalhar.

Segundo o delegado Rogério Gomes, da Delegacia de Homicídios (DHPP), as mortes teriam sido motivadas por uma suspeita de membros do Comando Vermelho, que acreditavam, sem provas, que os trabalhadores eram integrantes de uma facção rival do Nordeste, como o PCC. “Eles tinham acabado de chegar na cidade e todas as evidências coletadas apontam para essa modalidade de crime”, afirmou o delegado, destacando que não há indícios de que as vítimas tivessem realmente ligação com organizações criminosas.

Durante as investigações, duas pessoas foram presas – uma por porte ilegal de arma de fogo e outra por fraude processual. A polícia realizou 13 buscas para apreender celulares e equipamentos eletrônicos, que podem ajudar a identificar os autores. “São vários autores”, disse Gomes, reforçando que o crime foi cometido contra cinco pessoas.

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