segunda-feira, 16 março, 2026

Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que 51% dos brasileiros concordam com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros 42% discordam da medida, enquanto 3% não se posicionam e 4% afirmam não saber opinar.

O levantamento, realizado nos dias 11 e 12 de junho, ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Segundo os dados, 87% dos entrevistados estão cientes da prisão, sendo que 30% se consideram bem informados sobre o caso, 42% mais ou menos informados e 15% mal informados.

O ex-presidente foi preso após descumprir uma medida cautelar que o proibia de se manifestar por redes sociais de terceiros. Bolsonaro participou de uma live durante um ato em seu apoio, onde houve críticas ao STF. Ele aguarda julgamento por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Divisão sobre atuação de Moraes

A pesquisa também abordou a percepção sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes. Para 53% dos entrevistados, o magistrado está agindo dentro da lei, enquanto 39% acreditam que há perseguição política. Outros 7% não souberam responder.

Além disso, 43% dos brasileiros avaliam que Bolsonaro é tratado pior do que outros políticos pela Justiça, enquanto 37% consideram que o tratamento é igual. Apenas 13% veem favorecimento ao ex-presidente.

Comparação com o caso Lula

Os números lembram a reação do eleitorado quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi preso em 2018. Na época, 54% consideravam a decisão justa. A diferença é que, no caso de Lula, a prisão ocorreu após condenação em segunda instância, enquanto Bolsonaro responde a um processo em andamento.

A defesa do ex-presidente alega perseguição e conta com apoio do ex-presidente dos EUA Donald Trump, que impôs sanções a Moraes e outros ministros do STF. No entanto, a maioria dos brasileiros (53%) rejeita a ideia de que o ministro age por motivos políticos.

O julgamento de Bolsonaro deve começar em setembro. Enquanto isso, a polarização sobre o caso segue dividindo a opinião pública.

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