segunda-feira, 16 março, 2026

O União Brasil Mulher do Maranhão divulgou nesta quarta-feira (16), uma nota de repúdio contra o tratamento que a vice-prefeita de Buriti, Ana Lúcia Frazão (União Brasil), vem recebendo após a ausência do prefeito André Gaúcho (Republicanos), que deixou o país sem autorização da Câmara Municipal.

Na nota, o núcleo feminino do partido critica o que classifica como “perseguição” e “tentativas de deslegitimação” contra a vice-prefeita, que, segundo a legenda, tem o direito e o dever constitucional de assumir o comando do município diante da vacância temporária do cargo.

“É inaceitável que, em vez de apoio, enfrente perseguições e tentativas de deslegitimação. Reafirmamos nosso apoio à vice-prefeita e defendemos o respeito à democracia”, diz trecho do documento.

A crise institucional no município começou com a viagem internacional do prefeito André Gaúcho, feita sem autorização da Câmara, o que levou o juiz Isaac Diego a determinar a posse interina de Ana Lúcia. A medida, no entanto, foi revertida por decisão do desembargador Raimundo José Barros, que autorizou o prefeito a governar remotamente dos Estados Unidos, alegando que a decisão inicial violava a separação entre os poderes.

O episódio escancarou o rompimento político entre André Gaúcho e Ana Lúcia, que já não mantinham relações políticas desde o início do mandato. Relatos apontam que o prefeito, teria negado pedidos simples da vice, como o uso de uma sala para despachar no prédio da Prefeitura.

Com a decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão, André Gaúcho segue formalmente no comando do Executivo, mesmo estando fora do país. No entanto, a repercussão da nota do União Brasil Mulher aumenta a pressão sobre a condução do caso e levanta questionamentos sobre o respeito à legalidade e ao espaço das mulheres na política local.

A sigla afirma que não aceitará que mulheres sejam “silenciadas ou desrespeitadas” e exige que a Constituição seja respeitada.

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