O histórico de alianças do candidato ao senado Fufuca ajuda a compreender as dúvidas sobre sua verdadeira identidade política.
Sua ascensão em Brasília passou pela proximidade com Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e protagonista do impeachment de Dilma Rousseff, e por sua relação com Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro.
Em 2022, Fufuca chegou a subir ao palanque de Bolsonaro no Maranhão e pedir votos para sua reeleição. No ano seguinte, assumiu o Ministério do Esporte de Lula, em uma negociação destinada a ampliar a base parlamentar do governo.
Mas e se caso o presidente Lula não ganhe a eleição, de que lado você acha que Fufuca vai ficar ?
Em entrevista, o deputado federal do PP defendeu a distinção entre alianças eleitorais e participação administrativa, além de reafirmar sua amizade com Cunha.
A relação com o Progressistas também merece atenção. Durante a Operação Lava Jato, o PP concentrou o maior número de deputados federais investigados. Levantamento apontou 19 parlamentares da legenda sob investigação. Esse dado histórico não implica responsabilidade individual de Fufuca, mas integra o contexto político de um partido cuja trajetória esteve marcada por sucessivas alianças com governos de diferentes orientações, deixando claro o que importa realmente são os acordos individuais em busca de benefícios próprios.
A disputa pelo Senado ganha importância especial no atual cenário de polarização e conflitos institucionais atualmente.
Para o campo progressista, ampliar sua representação significa aumentar a capacidade de defender propostas relacionadas à redução das desigualdades, aos direitos sociais e à proteção das instituições democráticas, como os ataques constantes que o STF vem sofrendo ultimamente pela direita.
O Senado participa diretamente da aprovação de autoridades, da elaboração de leis e de decisões que podem influenciar os rumos do país durante muitos anos.
É justamente nessa conjugação de alianças que a expressão Fufucar encontra seu sentido político. O histórico do parlamentar reúne relações com lideranças conservadoras, apoio eleitoral a Bolsonaro e a devoção ao famigerado Centrão.
Esses movimentos demonstram que Fufuca sempre teve lado e esse lado nunca foi o lado do povo e homem do campo, pelo contrário, seu pai já enfrentou processo por ter relação com trabalho escravo em suas fazendas.
Para os eleitores maranhenses, a questão central é examinar quais compromissos Fufuca assume publicamente, como se posiciona diante das propostas de Lula e até onde vai sua autonomia em relação a Ciro Nogueira, Eduardo Cunha e ao bolsonarismo.

É muito pouco atrelar uma proximidade circunstancial com um presidente que está no poder, para esconder suas posições, decisões e compromissos verificáveis na sua essência que permitem avaliar o verdadeiro significado político de sua candidatura e os perigos que ela representa para quem de fato está na ponta precisando de políticas públicas no Maranhão e até mesmo no Brasil.
Portanto, Fufucar nessas eleições pode até parecer engraçadinho, mas na verdade representa um enorme perigo para o campo democrático e progressista brasileiro que nos últimos anos vem sofrendo contantes ameaças.
