segunda-feira, 20 abril, 2026

À medida que o 4 de abril se aproxima, a tensão no meio político aumenta com os rumores do afastamento do governador. E com esse nervosismo nas alturas, o grupo Brandão vem expondo através de ações desesperadas que não tem escrúpulos, e é capaz de tudo para manter a sua família no poder.

A imprensa nunca esteve tão desnudada por conta do jeito Brandão de governar, aparelhando os meios de comunicação de forma tão escancarada como nos dias de hoje. O objetivo é comprar todos, do pequeno ao grande, do novo ao velho, da esquerda, passando pela direita, até o corriqueiro teatro virtual da extrema direita, todos no mesmo balaio com a etiqueta de preço estampada na testa e nem os “botox” enxertados no discurso de credibilidade conseguem esconder mais.

A era do vale-tudo chegou e, com o preço do aluguel de credibilidade definido, é preciso defender o nepotismo e legitimar a criação de uma nova oligarquia; é necessário atacar os ministros do STF para implantar a narrativa de perseguição contra um governador que precisa esconder dezenas de processos que responde nas esferas superiores, uma vez que que o Ministério Público do Maranhão parece não dispor de autonomia para investigar e ainda é usado como arma para atacar adversários do governador.

É preciso afirmar que o sobrinho do governador tem legitimidade para ser presidente do TCE, afinal nessa nova era do poder da família Brandão, para a imprensa, é normal o sobrinho julgar as contas do tio, assim como é normal um inquérito da polícia civil ocultar a participação desse mesmo sobrinho numa cena de crime, no instante de um assassinato e, mesmo com uma investigação federal em andamento, inclusive com despacho do STF para a Polícia Civil maranhense ficar fora do caso, a ordem é insinuar que o vice-governador pode ser o mandante desse crime.

Já dizia aquele velho ditado popular “quem aluga a sua bunda não pode escolher mais onde sentar”. Lamentavelmente estamos diante de um retrocesso moral e ético no Estado do Maranhão, com um governo dedicado a uma família que quer a todo custo se manter no poder. Um governo que se justifica ao STF tentando ocultar que não desobedeceu a ordens do ministro Alexandre de Moraes e continua descaradamente com a sua família aparelhada no governo e na Assembleia Legislativa. O Maranhão inteiro sabe que quem dá as cartas no governo é Marcus Brandão, toda a imprensa sabe que, mesmo a assembleia exonerando Jackeline Heluy, o marido dela assumiu o seu posto para deixar tudo como estava. Será que não tinha outra pessoa para assumir esse cargo? Tinha que ser mesmo o marido da sogra do Orleans Brandão?

Pelo menos na comunicação a família Brandão conseguiu seu objetivo, a imprensa foi desnudada. Se no começo do século XX, Walter Benjamim se preocupou com uma tal perda da aura artística a questão da reprodutibilidade técnica na fotografia,  imagina nestes tempos de Inteligência Artificial, onde um texto jornalístico se faz pela IA e é distribuído industrialmente pelos operadores da comunicação do Maranhão.  Estamos diante da perda da aura jornalística com a reprodução disparada, em massa, de releases técnicos fabricados de acordo com os interesses da família sob a fiscalização direta de parentes do governador.

Deixe uma resposta