terça-feira, 10 fevereiro, 2026

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, respondeu no último domingo (13), a carta enviada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na correspondência norte-americana, Trump justificava a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros citando suposta perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na resposta, Barroso afirmou que a decisão dos EUA se baseia em uma interpretação incorreta dos acontecimentos e reiterou que, no Brasil, ninguém é perseguido por motivos políticos. Segundo o ministro, as medidas judiciais tomadas contra Bolsonaro e seus aliados decorrem de investigações sobre ataques ao Estado democrático de direito, incluindo episódios como a tentativa de atentado em Brasília, atos de vandalismo contra instituições públicas e ameaças a autoridades do STF.

Barroso também destacou que, de acordo com denúncia da Procuradoria-Geral da República, o plano de golpe liderado por Bolsonaro incluía ações para eliminar fisicamente o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

O presidente do STF enfatizou que todas as ações judiciais em curso seguem o devido processo legal e são conduzidas com total transparência, com sessões públicas transmitidas pela imprensa e abertas ao acompanhamento da sociedade.

Ao finalizar a carta, Barroso ressaltou a importância de uma Justiça independente para a preservação das instituições democráticas, especialmente diante de tentativas recentes de ruptura institucional no país.

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