sábado, 7 março, 2026

Ao falar a revista e dizer “que não vai entregar o cargo a alguém que se juntou com meus adversários” o governador do Maranhão tenta esconder da imprensa nacional o que Maranhão inteiro já sabe. A prioridade dele é manter a família no poder através do sobrinho e para isso vende a ilusão que tem a eleição controlada no Estado.

A mesma declaração a um veículo nacional tem outra utilidade, passar uma imagem de que é perseguido no Maranhão por seus adversários e tentar tirar a pecha de traidor de cima dele, afinal esses “adversários” de quem ele fala, foram os mesmos que o ajudaram a se eleger e que depois que ele assumiu o governo começou a tirá-los da gestão dando claro sinais ainda em 2023 que não cumpriria o acordo firmado com as lideranças do PT nacional, inclusive em palanque na época da campanha.

Do ponto de vista político o estrago já foi feito, nunca a direita e a extrema direita estiveram tão fortes no Maranhão, nomes como Yglesio Moises e Mical Damasceno buscam vagas na câmara alta com apoio total de Brandão, a lista de conservadores aparelhados no governo é imensa e conta até com uma secretaria estratégica dada ao deputado federal Aluísio Mendes, comandante do Republicanos no Estado e um dos deputados mais atuantes contra o governo Lula em Brasília.

Com o prazo acabando e encurralado pelo irmão, Brandão não está traindo somente aqueles que julga seus inimigos da esquerda, ele já deixou de fora dos seus planos a senadora Eliziane Gama, o Ministro dos Esportes André Fufuca e caminha para dar um by pass em Weverton Rocha, que além de estar na mira da PF começa a enxergar a “aliada” Iracema Vale pelo retrovisor, sem falar nas bases de federal do deputado Pedro Lucas oferecidas a Felipe Camarão caso este renunciasse.

Brandão joga sujo e vem ganhando tempo com a esperança de Lula que deseja manter o seu grupo unido no Maranhão, porém, o que o governador quer é que o presidente legitime a sua traição e no mínimo ofereça a possibilidade de um palanque duplo no Estado, para isso vem repetindo a formula antiga de segurar pelo cabresto os petistas locais que sempre dependeram de cargos para sobreviver.

1 comentário

  1. O vice-governador Felipe Camarão terá um triste fim. Sua carreira, nem começou e já desmoronou. Fiel seguidor do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, Camarão sofre derrotas em cima de derrotas. Agora, o seu partido, o PT, revela que não tem nenhum interesse em sua candidatura a governador. E pior: o que transparece é Camarão foi completamente tostado e não terá apoio para disputar qualquer eletivo dentro do Partido dos Trabalhadores. É provável que busque outra legenda e não adianta mais afirmar que Lula o apoia. Também ao que tudo indica, os dinistas vão morrer nos braços de Braide. É bom lembrar os comunistas que Flávio Dino se ajoelhou aos pés de José Sarney. Implorou para sem membro da Academia Maranhense de Letras e ministro do Supremo Tribunal Federal. Agora, a turma de Dino quer cuspir no prato em que se lambuzaram.

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