Em um depoimento divulgado em sua rede social, o ex-assessor parlamentar Michel Pacheco fez uma série de acusações graves contra a vereadora Rosana da Saúde. Exonerado recentemente, Pacheco afirmou que era coagido a participar de um esquema que envolvia desvio de verbas públicas, apropriação indébita e uso indevido de veículo particular.
De acordo com seu relato, os assessores da parlamentar eram obrigados a utilizar dinheiro próprio para abastecer os veículos oficiais. Em seguida, as notas fiscais, emitidas no nome da vereadora, eram entregues a ela. O valor reembolsado pela Câmara Municipal, referente ao combustível, supostamente era integralmente retido por Rosana da Saúde, sem qualquer repasse ao funcionário que realizou o desembolso inicial.
Outro ponto destacado foi o uso de seu carro particular para serviços oficiais, incluindo viagens pela capital e para o interior do estado, sem receber qualquer auxílio para custear despesas de manutenção, troca de óleo ou pneus. Enquanto cumpria essas tarefas com seu próprio veículo, Pacheco recebia um salário de R$ 3 mil. Ele contrasta sua remuneração com a de outros membros da equipe que, segundo ele, não utilizavam seus carros e tinham vencimentos de R$ 10 mil.
A denúncia se estende à esfera previdenciária. Pacheco apresentou um contracheque que indica o desconto mensal de mais de R$ 4,1 mil referente à contribuição ao INSS. No entanto, ele assegura que os valores não estão sendo repassados ao instituto desde 2021.
O ex-assessor atribui sua exoneração à resistência que passou a exercer contra as práticas que considerava abusivas. Ele define a conduta da vereadora como degradação moral, violação do decoro parlamentar e uma afronta à dignidade do servidor público.
