domingo, 12 julho, 2026

Um vídeo produzido nos porões de algum “bunker” de comunicação “Goebbeliana” à margem dos poderes tenta confundir a opinião pública mudando a dinâmica do crime do Tech Office.

Os depoimentos de Gilbson Cutrim, assassino confesso e seu pai Cesar Cutrim utilizados no vídeo foram gravados logo após o crime e no calor das negociações entre a família do Gilbson e emissários da família Brandão.

Segundo depoimentos, o silêncio da família custou 160 mil reais que foram pagos em 4 parcelas, duas de 50 mil e duas de 30 mil, a última parcela foi quitada um dia antes da eleição, porém com o acordo firmado de que seria dada uma ajuda mensal de 30 mil reais, dos quais a metade saía por um pagamento publicitário via Assembleia Legislativa e a outra metade era repassada em espécie por emissários da família e algumas vezes pelo próprio Marcus Brandão, que também garantia a impressão do jornal através de uma gráfica nas imediações da Cohama, que inclusive seu proprietário tem o contrato do restaurante da Assembleia Legislativa. Aí cabe até o jargão engraçado criado pelo jornalista Thiago Azevedo, Ahh o poder!!!!

Além do compromisso financeiro com a família, seria prioridade soltar o Gilbson e nesse ponto eles se empenharam muito, mas não conseguiram dobrar o Desembargador Ronaldo Maciel, que percebeu que o caso não tão simples como os Brandão tentavam passar.

A pergunta era óbvia, o que fazia Daniel Brandão na cena do crime discutindo com João Bosco, Gilbson Cutrim e o vereador Beto Castro?

O homem escalado para cuidar do caso foi Raimundo Cutrim, que além do parentesco com a família do Gilbson, tem a credencial de operar no submundo das forças policiais do Estado.

Cutrim agiu rápido e o inquérito da polícia civil sequer citava Daniel Brandão, não considerou nem as imagens de Daniel em reunião instantes antes do assassinato e pior, sequer foi no carro que João Bosco chegou ao local junto com Beto Castro para verificar se tinha armas.

Como prêmio pelos serviços prestados na contenção do escândalo e por conhecer os detalhes do crime, Cutrim ganhou de presente a indicação de Maurício Martins para a secretaria de segurança. Maurício era seu ex-cunhado e homem da sua extrema confiança. Cutrim só não foi secretário novamente, por seu antecessor ter sido Jeferson Portella que ao assumir a secretaria no início do governo Flávio Dino fez uma limpeza no núcleo comandado por Raimundo Cutrim.

E será que não é esse o motivo de Jefferson aparecer no o vídeo vendido como devastador ? Foi só uma pergunta, risos…

O atual secretário de assuntos Legislativos do Maranhão lembra até o personagem Winston Wolfe do filme Pulp Fiction ( tempo de violência), interpretado por Harvey Keltel , aquele profissional calmo e sereno que limpa a cena do crime.

Mas a limpeza do caso Tech Office não saiu como planejado, quis o destino que o homem de fala serena e voz inconfundível, vacilasse feio, a missão falhou e a casa começou a cair, como diz o linguajar policial. Até o agente da polícia federal que era o informante de Cutrim que monitorava os movimentos da PF no Estado foi afastado e exonerado por ordem do Ministro Alexandre de Moraes. Segundo fontes, ele teria antecipado a operação contra o jornalista Luis Pablo dando tempo para uma suposta troca de instrumentos de trabalho que foram apreendidos na operação.

Infelizmente, a família Brandão está usando seus aliados na mídia para ir para o sacrifício nesse caso. Produzir um vídeo a partir de material antigo e tirando frases de contextos para acusar adversários sem ter a dignidade de mostrar Daniel Brandão na cena do crime, e ainda vender a ilusão de um vídeo devastador é brincar com a cara da população.

Além disso, existe um fato mais grave, ao tentar criar essa narrativa com o poder midiático que tem, a família Brandão está colocando em xeque a seriedade da Polícia Federal que assumiu o caso, e pelo que este analista conhece do caso, o arcabouço de provas coletados e checados, esse sim é devastador.

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