segunda-feira, 28 setembro, 2026

Nestas eleições 2026 algumas candidaturas e partidos se alinharam como consequência natural da jornada. A senadora Eliziane ir para o PT é um movimento natural, afinal ela foi uma das mais leais a Lula e ao governo, entre tantos aliados um tanto desalinhados. A senadora se mantém fiel ao partido e ao candidato do partido, Felipe Camarão, que vem,  honrosamente, vencendo todas as batalhas e, apesar de toda trairagem e todo tipo de bandalheira, crescendo nas pesquisas.

A chapa de Braide tem suas anomalias. Cada dia mais escancaradas. Por exemplo, a proibição (por Braide) do candidato ao senado, Lahésio Bonfim de não confraternizar com os bolsominios que receberam o bolsonarinho candidato a presidente; ou Fufuca que já foi bolsominion, virou lulista, e já tá virando bolsominion de novo… Enfim, o típico.

A anomalia maior (mas nem tão surpreendente) vem do PT. A autofagia e o equívoco de rumo da veia estadual do partido, que sempre houve, agora, foram gritantes.

Deputado perdigueiro de liderança de grupo, virando as costas para o direcionamento do partido e partindo para objetivo diverso, próprio, único e pessoal; ricaços do partido se fingindo de morto “pra beijar a face do coveiro” e lideranças populares já mais pra Influenciadora Digital “montada” seguindo no mesmo rumo.

O PT se autodestruiu por conta de projetos pessoais de membros poderosos, cada um com seus objetivos a perseguir e “contas pra pagar”. O partido que se lasque, com seus candidatos majoritários, seu direcionamento nacional, suas oportunidades, seu crescimento, sua história e sua honra.

Ruim de voto

O PT do Maranhão sempre foi uma lástima eleitoral. Mesmo nos primeiros mandatos de Lula presidente, o partido não saiu do limbo. Teve uma enxurrada de filiados ocasionais (políticos do interior) e nunca elegeu uma bancada representativa, sequer uma bancada que tivesse algum significado. Talvez o mais genuíno tenha sido o deputado estadual Luís Vilanova (que não quis mais saber daquilo), e somente este.

E nas eleições 2026, com o fator nacional gerando uma possibilidade devastadora, o PT parece um ente apático perante detalhes. Um detalhe é a eleição do Maranhão, não pelo governador, que pra esse o governo federal tá C&A, mas, caso Lula seja reeleito, pode pagar caro com a bancada no Congresso Nacional.

Com raras exceções, a bancada maranhense sempre foi de mediocridade extrema, baixo clero total. E pode piorar. Lula pode perder o senado. Talvez perca as duas vagas em disputa, embora a posição de Eliziane Gama esteja competitiva.

A bancada estadual, que não tem PT, deve continuar sem. Uma das candidatas mais fortes do PT, Cricielle Muniz (totalmente alinhada e financiada pelo Grupo Brandão) tem a candidatura em parceria com Weverton Rocha, e com o candidato a deputado federal Erlânio Xavier, os dois envolvidos até o pescoço em investigações da Polícia Federal.

A família Xavier é bem poderosa no interior do estado e igualmente complicada. Em julho do ano passado, o sobrinho de Erlânio Xavier, João Vitor Xavier, ora prefeito de igarapé Grande matou a tiros um policial militar numa cidade vizinha. Perdeu o posto de prefeito, foi preso, mas apenas por alguns dias. Com o poder familiar, vinculado ao governo do estado e todo seu poderio, em poucos dias, o prefeito de 27 anos já estava solto e de volta ao cargo. Em breve será julgado por um júri popular.

Pra citar mais um caso, somente um dia depois do lançamento das candidaturas em parceria com  Criciele Muniz, a Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Desconto, tornando os parceiros Erlânio Xavier e Weverton Rocha alvos de busca e apreensão.

O ocorrido gerou debates e questionamentos da oposição sobre a candidata do PT dividir o palanque com investigados pela PF por fraudes no INSS, porém a candidata deu de ombros e seguiu com seus parceiros, realizando agendas conjuntas e gravando materiais eleitorais unificados em São Luís, priorizando a engrenagem partidária e o projeto de poder do grupo de Carlos Brandão

Como funciona a parceria da candidata do PT fora do PT:

O investigado Erlânio Xavier é o candidato a deputado federal pelo PDT e Cricielle Muniz é a candidata a deputada estadual pelo (PT). Nas caminhadas, comícios e materiais gráficos, eles fazem campanha juntinhos sob o lema de que defendem os trabalhadores.

A lógica prática é que Cricielle entra com presença popular e as militâncias periféricas na capital (com foco na região do Itaqui-Bacanga e no bairro São Francisco, onde nasceu), enquanto Erlânio traz a bagagem política e o apoio de prefeitos que construiu no interior do estado quando presidiu a FAMEM (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão).

Arrematando tudo isso, os três, Cricielle, Erlânio e Weverton, estão juntos, misturados e implicados com o candidato ao governo Sobrinho do Governador. Isso tudo, apesar de o partido dela ter candidato a governador, a senador e a deputado federal. Ainda assim, ela recebeu do PT mais de quinhentos mil reais para fazer campanha. Precisava dessa merreca?

E assim segue o PT, perdendo a maior chance de ser protagonista no Maranhão. Poderia estar disputando a reeleição tranquilo, sem concorrente e com mais de 80% dos votos do estado garantidos para Lula, mas preferiu descer ao nível dos nanicos, com alguns meninos e alguns velhinhos fazendo de tudo pra manter seus carguinhos no governo, o que não deve acontecer.

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