sexta-feira, 6 novembro, 2026

A apreensão de dinheiro pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (4), em São Luís, envolvendo um funcionário da Enciza Engenharia, coloca novamente sob suspeita a movimentação de recursos públicos no Maranhão.

Apreensões como essa têm sido recorrentes no Maranhão nos últimos meses. A Polícia Federal vem atuando com rigor e realizando prisões, buscando a origem dos valores, e parece que, desta vez, encontrou a ligação que buscava.

Segundo as notas de empenho dos últimos pagamentos realizados à Enciza, a partir de aditivos contratuais de obras de infraestrutura do governo, os pagamentos são oriundos do empréstimo de R$ 1,3 bilhão contratado pelo governo de Carlos Brandão junto ao Banco do Brasil às vésperas das eleições.

Não é a primeira vez que operações policiais levantam suspeitas sobre o destino de dinheiro público no Maranhão. A sucessão de investigações envolvendo contratos governamentais, movimentações financeiras suspeitas e apreensões de dinheiro em espécie reforça os questionamentos sobre a gestão dos recursos estaduais. Enquanto isso, o governo Brandão continua devendo explicações convincentes sobre a aplicação do empréstimo bilionário e, principalmente, não seguiu nada do que foi enviado à Assembleia como justificativa para ter o empréstimo aprovado.

A frequência desses episódios sugere que o problema pode ser muito maior do que os casos conhecidos até agora. Resta saber até onde chegarão as investigações da Polícia Federal e se existe uma estrutura mais ampla por trás das movimentações suspeitas.

Eles não vão parar e o Maranhão segue sendo saqueado.

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