terça-feira, 3 novembro, 2026

A cada dia que passa, os desdobramentos do fracasso eleitoral da família Brandão provocam cada vez mais apreensão nas dependências do Palácio dos Leões.

A derrota política no primeiro turno foi contundente. Brandão, sentado na cadeira de governador, foi para o tudo ou nada e, ainda assim, não conseguiu sequer levar a eleição para o segundo turno. Embora tente fazer cara de paisagem, ele sabe que o preço político é alto e está contando os dias, temendo que o caos não bata na porta do Palácio dos Leões.

Além dos casos investigados pela Polícia Federal, sob supervisão do STF, o governador ganhou um novo problema: também precisa explicar o empréstimo bilionário autorizado às vésperas da eleição. 

Onde estão os recursos e como foram aplicados? A falta de informações claras alimenta suspeitas sobre uma possível finalidade meramente eleitoral, enquanto surgem relatos de centenas de obras paralisadas em todo o Maranhão.

Para piorar, multiplicam-se as denúncias de funcionários contratados que estariam sem receber salários desde setembro. 

E aí, Brandão? A sociedade precisa de prestação de contas e esclarecimentos, não de silêncio ou de bloqueios a jornalistas nas redes sociais institucionais, que, enquanto você for governador, devem servir ao interesse público.

Brandão é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de possível liderança de uma organização criminosa. Mas o chamado coronel de Colinas parece não demonstrar preocupação com a Justiça. Age como se nada tivesse acontecido e tenta atravessar os últimos dois meses de mandato com pose de vítima. Seu objetivo aparente é chegar à transmissão do cargo, passar a faixa e sair fotografado como estadista, tentando mais uma vez encobrir os fatos que marcaram seu desastroso governo.

Será que conseguirá evitar o afastamento, já solicitado duas vezes pela Polícia Federal, ou o Maranhão terá em sua história a marca inédita de um governador preso durante o exercício do mandato?

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