A quebra de sigilo das investigações da Polícia Federal e das decisões do Ministro do STF Flávio Dino que apuram a atuação de uma provável organização criminosa liderada pelo governador Carlos Brandão, revelou também a atuação do senador Weverton Rocha junto ao Ministro Humberto Martins para que interferisse no processo com o intuito de blindar o sobrinho do governador e atual Presidente do TCE Daniel Itapary Brandão.
Como a Polícia Federal chegou a essa conclusão?
O Ministro do STF André Mendonça, responsável pela operação sem desconto compartilhou os dados do telefone do Senador obtidos numa operação da Polícia Federal em março onde foram detectadas trocas de mensagens e uma ligação de 5 minutos no dia 02 de junho de 2025 entre o senador e o Ministro Humberto Martins, e na sequência outra ligação, desta vez não atendida e outra mensagem marcando um encontro pessoalmente.

Semanas depois desse episódio, a delegada da Polícia Federal de Brasília, responsável pelo caso, relatou ao STF que todas as medidas cautelares pedidas pela PF estavam há mais de três meses paradas no STJ o que estava prejudicando o andamento das investigações.
A prisão do secretário de governo Raimundo Cutrim coloca o governador no centro das investigações, ele recebia ordens direta do governador e do seu irmão Marcus, ele tinha trânsito livre na secretaria de segurança que era comandada por um cunhado seu com a incumbência a produção de dossiês contra adversários e blindar a família Brandão no caso Tech Office.
A PF relata ainda que há uma correlação das ações entre os núcleos da provável organização criminosa que abrange desvio de verbas federais, emendas parlamentares, fraudes fiscais, aumento de patrimônio fora dos padrões e incompatível com o que é declarado.

E as investigações continuam e pelo visto vai tirar o sono de muita gente esses dias.
